MANUELA FERREIRA

Nome completo

Manuela Sofia Ferreira

Nascimento

25 de Agosto de 1983

Azurém, Guimarães

Profissão

Economista

Os economistas falam pouco para as pessoas comuns. Estamos habituados a ler nos jornais, ou ouvir na televisão os economistas a falarem sobre os grandes temas de macroeconomia. Assuntos que dizem pouco ao comum dos cidadãos e mesmo às pequenas empresas, que constituem o grosso do nosso tecido económico. Manuela Sofia Ferreira decidiu virar a página desta realidade e falar da economia das “pequenas coisas”, mas sempre de uma forma séria e profissional. Dar conselhos profissionais aos responsáveis pela economia doméstica, e ajudar as pessoas a tomar decisões mais racionais.

Aprendeu cedo o gosto pela economia, com a mãe que aponta como exemplo em diversos aspetos. O pequeno comércio que a progenitora geria foi a primeira escola de economia de Manuela, por um lado percebia o empreendedorismo da mãe (na altura não se chamava assim), por outro, reparava, mesmo sem saber que o fazia na forma como as pessoas gastavam o rendimento. Não hesita em dizer que as origens foram muito humildes e que foi graças ao trabalho e à “visão” da mãe que a vida melhorou. Lembra os trabalhos de casa, feitos na carrinha com que a mãe levava o pequeno supermercado às aldeias, como uma coisa boa. Fortaleceu os laços entre as duas e ensinou-lhe que nada era possível sem muito trabalho. Por outro lado, desde muito cedo percebeu a relação entre os confortos que tinha, ou não, e o trabalho que era preciso fazer para os alcançar.

Foi boa aluna desde as primeiras letras. O pai, polícia, sonhava vê-la a ela médica e à irmã juíza. Bons empregos na função pública, como era costume os pais desejarem para os filhos nos idos anos 80. Podia ter sido assim, as notas apontavam-na a medicina. “Mas eu não gostava, não consigo ver sangue conviver com o sofrimento, embora tenha uma admiração enorme por quem o faz, principalmente pelos enfermeiros que são quem está ali sempre presente ao lado dos doentes”, afirma. A decisão acabou por ser tomada à última da hora e não foi sem alguma dificuldade que explicou ao pai a matricula no curso de Economia.

Naturalmente continuou a ser boa aluna ao longo da licenciatura, mas o processo de descoberta não tinha terminado. Fala com algum desdém da contabilidade, que reconhece como necessária, mas reserva-lhe um cantinho pequeno no trabalho que um economista pode e deve fazer. Alguns dos trabalhos que teve depois de terminar o curso guardavam-lhe essa experiência amarga de que os empresários, muitas vezes, não veem muito além da folha de cálculo.

Frequentou o curso de Revisores Oficiais de Contas e fez cursos na área da economia da saúde, estagiou no Polo de Investigação Anti-Fraude da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, mas acabou por regressar a Guimarães pelo desejo de reunir a família. É casada e mãe de uma menina de 14 anos e de um rapaz de nove. Este regresso implicava um retrocesso profissional: “não há muitas empresas em Guimarães que contratem economistas”. Mas o que parecia ser um passo atrás acabou por ser um processo de descoberta. “Comecei a receber perguntas com as dores das pessoas”- descreve o início da atividade que agora a ocupa cada vez mais – “as pessoas tomam más decisões por falta de conhecimento”. Taxas de juro, spreds, comissões, empréstimos cartões, créditos consolidados, acordos com finanças e segurança social, recibos verdes, retenção na fonte…perguntem-lhe ela sabe tudo e explica-vos com a paciência e a eloquência de uma professora primária a ensinar os primeiros números.

Por: Rui Dias

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