“A ESCURIDÃO AO FIM DA ESTRADA” HOJE NA FÁBRICA ASA

Depois de Montijo, Setúbal e Viseu, Luís Miguel Cintra tem residência artística em Guimarães, onde prepara o último ato da peça “Um D. João Português”. O ato chama-se “A Escuridão ao Fim da Estrada e pode ser visto hoje, às 21h30, na Black Box da Fábrinca Asa.

Depois de um percurso de 43 anos à frente do Teatro da Cornucópia, Luis Miguel Cintra regressa ao trabalho com um grupo de atores ligados à companhia que entretanto terminou. Ao longo de 2017, o grupo visitou quatro cidades – Montijo, Setúbal, Viseu e, agora, Guimarães – e, em cada uma delas, partilhou com os espetadores as diferentes fases de preparação do espetáculo “Um D. João Português”.

Guimarães foi a cidade escolhida para acolher a preparação do derradeiro ato da peça, “A Escuridão ao Fim da Estrada”, o qual cruza a tradução anónima de cordel com o texto original de Molière. Na versão portuguesa, é o homem quem acaba por ser vencido pela mulher que generosamente o perdoa e força o casamento. Na versão em causa, é a doce argumentação de Elvira que tortura a consciência de D. João e desemboca numa cena de fantasmagoria com espetros e outros acontecimentos espetaculares, transformando o casamento da versão portuguesa numa mascarada de Halloween.

A residência artística decorreu na Black Box da Fábrica Asa, entre 04 e 12 de dezembro. A apresentação final do trabalho desenvolvido na residência será aberta ao público, às 21h30, no mesmo local, aguçando assim a curiosidade e a expetativa relativa à versão integral do espetáculo, que terá estreia absoluta a 19 e 20 de janeiro, no palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor.

Aproveitando a presença do encenador em Guimarães, promoveu-se ainda uma inédita Oficina de Criação com Luís Miguel Cintra. Uma semana inteira de ensaios abertos, em que foi possível ver de perto o método de trabalho de Luís Miguel Cintra com os atores e a equipa criativa. Esta Oficina destinou-se aos criadores da Rede Teatro Oficina (criadores, encenadores e/ou dramaturgos do Gangue de Guimarães, Grupos de Teatro de Amadores do concelho, Licenciatura em Teatro da Universidade do Minho e Oficinas do Teatro Oficina).

“Um D. João Português” é uma coprodução da Companhia Mascarenhas-Martins, do Teatro Viriato e do Centro Cultural Vila Flor. Este é “um projeto muito especial, que é o contrário de um projeto pronto a consumir”, disse Cintra à agência Lusa, referindo que a ideia foi sempre “mostrar às pessoas como é feito”. O projeto conta agora com um apoio da Direção-Geral das Artes, mas “depende muito do entusiasmo de quem participa”, disse Cintra, que acrescentou que foi uma opção sua fazer “com tanta gente”, esta peça, “pois podia fazer com muito menos gente”.

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