PARQUE NATURAL DO DOURO INTERNACIONAL

Tesouro Transmontano

São virgens e cruas as paisagens desta terra, qual tributo ao encanto do singelo. No Planalto Transmontano, é caloroso o acolhimento, tentador o roteiro gastronómico e ricos os patrimónios cultural e natural. Reúna familiares, ou amigos, e parta à descoberta da região onde se fala o mirandês, a segunda língua oficial portuguesa.

O Parque Natural do Douro Internacional abrange os quilómetros do troço fronteiriço do rio Douro e do rio Águeda, seu afluente. Ainda que a região não seja muito conhecida, os motivos para a visita são muitos. Acorde cedo e prepare-se para uma viagem longa até ao nordeste transmontano. Leve roupa para pernoita e farnel para a primeira refeição; se o clima estiver de bom humor, não faltarão belos restaurantes a céu aberto.

Comece por visitar o Castelo de Algoso, fortificação que se levanta num rochedo escarpado, e proporciona uma panorâmica maravilhosa e inesquecível. A visita a um dos centros da Associação para o Estudo e Proteção do Gado Asinino é obrigatória. Descubra mais sobre a raça autóctone de asininos das Terras de Miranda – Burro de Miranda -, um património genético, ecológico e cultural único no nosso país. Faça reserva prévia. Se, eventualmente, não for possível a visita ao centro por motivo de atividades no exterior, equacione a possibilidade de participar no evento.

 

Se privilegia o contacto direto com a natureza pela caminhada, não deixe de fazer o Percurso da Cascata da Faia d’Água Alta. Este pequeno trilho tem como ponto de interesse principal uma cascata com cerca de 60 metros de altura. Tendo em conta a exposição solar, previna-se com chapéu, protetor e água.

As opções de alojamento são variadas, mas se procura um local que ofereça conforto rural e paisagem magnífica a Casa da Arribas é a escolha acertada. O atual edifício, reconstruído a partir da antiga Escola Primária do Bairro da EDP, em Cardal do Douro, (frequentada pelas crianças cujos pais trabalharam na construção da Barragem de Bemposta por mais de uma década) dispõe de todas as comodidades. Poderá preparar um delicioso churrasco (para degustar produtos locais, fale com os proprietários) e fruir do convívio familiar, ou entre amigos, num cenário ímpar. Neste refúgio, calam-se as vozes mundanas para se escutar um silêncio que aconchega a alma.

 

Na manhã seguinte, passeie de barco numa parcela do rio Douro fronteiriça com Espanha, e aprecie as imponentes arribas. Destas margens rochosas – que em alguns pontos atingem os 200 metros de altura -, destaca-se o Picão do Diabo. Ao longo de 2h30 de navegação, pode ainda observar a flora e a fauna local, como a Águia Real, o Abutre do Egito, o Grifo e a Cegonha Preta (reserve com o alojamento para desconto).

Atravesse a fronteira até Fermoselle, uma pacata vila histórica, e contemple outra perspetiva do rio Douro. No regresso, a panorâmica sobre a Barragem de Bemposta é também muito interessante. Os muros de sustentação, paredes de edifícios e parte do paredão da barragem assumem a cor dos equipamentos mecânicos exteriores. Nesta intervenção artística de Pedro Cabrita Reis, a paisagem é sublinhada pele cor amarela, qual campo de flores na encosta árida.

Prove a gastronomia tradicional. Se é apreciador da afamada “Posta à Mirandesa” não perca a oportunidade de conhecer o restaurante onde nasceu esta iguaria. Na “Grabriela”, em Sendim, a oferta do cardápio é limitada, as instalações são singelas, mas o sabor é delicioso e inigualável. Será atendido pelas netas da senhora que criou este prato.

Durante a tarde, dê um saltinho a Miranda do Douro, e passeie pelo centro histórico. O tempo far-se-á pouco, mas se ainda conseguir, vá ao Miradouro de São João das Arribas, em Aldeia Nova. É um bom local para se despedir de tão bela e marcante região.

 

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