ANTÓNIO VEIGA FEZ O PRÉ-LANÇAMENTO DO LIVRO “OLHARES NA MEMÓRIA” EM GUIMARÃES

O enfermeiro António Veiga do Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Guimarães, fez o pré-lançamento, na tarde desta quinta-feira, no auditório do hospital, o livro “Olhares na Memória”, de sua autoria.

À conversa com o Mais Guimarães, António Veiga explicou que colocou num romance “um retrato social do país”. “Somos um povo como fardos de palha, ou seja, ardemos facilmente e esquecemos facilmente”. Por isso, decidiu passar para o papel um conjunto de recordações.

“Todas as editoras me propuseram fazer a apresentação do livro ou a realização de eventos no Porto Lisboa, Rio de Janeiro e São Paulo e esqueciam-se de Guimarães, uma cidade mirífica e que me é particularmente querida”, afirmou António Veiga.

A página 05 do livro é dedicada aos colegas de trabalho e à família, o que contribuiu para o facto de o pré-lançamento ser realizado na Cidade Berço.

António Joaquim Pereira Veiga nasceu em 1962, na Guarda, é enfermeiro, pela Escola Enfermagem Calouste Gulbenkian de Lisboa e tem uma longa experiência de cuidados de enfermagem hospitalares e de cuidados de saúde primários. Exerce atualmente a sua profissão no Serviço de Ortopedia do Hospital de Guimarães.

Quanto ao livro, António Veiga refere que conta a história de “Luís, médico da Beira interior, que regressa ao país depois de umas curtas férias sozinho em Londres. Fica em Lisboa para um congresso e acidentalmente no aeroporto conhece Márcia, uma brasileira professora de história. Juntos viajam pela cidade nas memórias das suas vidas e da história dos seus países nos últimos cinquenta anos. Mas a vida não é linear e remexer no passado pode ser perigoso ou tentador pois, um erro pode arruinar o presente com as recordações dum passado sem futuro. Sonhadores voam como as andorinhas, sabendo que no outono têm uma partida para uma nova descoberta à espera. O mundo é deles até se “estatelarem”. Mentiras geram segredos, medos e dores. Um homem na lama, que antes vivia nas nuvens, vê como se evaporam os amigos, sente-se mais perto do abismo. O sofrimento também prova que a vida vale pelo que nos fazem sentir nela e um assassino é sempre uma forma cruel e mórbida de apagar os sonhos deixando cicatrizes profundas na vida e nas memórias”.

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