CÃES ADOTADOS NO CANIL MUNICIPAL COM ESGANA

A situação não é nova, já no início deste ano surgiram notícias de cães adotados no canil Municipal que nos dias subsequentes eram diagnosticados com esgana.

Agora o caso repete-se, dando a impressão que o assunto não terá sido pontual. Ana Pereira adotou o Mike no dia 16 de agosto. “Disseram-me que estava tudo bem com ele e eu acreditei que sim, apesar de o ver com muito pingo no focinho e com muitas remelas”, explica Ana. As infeções nos seios nasais, paranasais, olhos e intestinos, provocadas por bactérias oportunistas, surgem cerca de duas semanas depois da infeção pelo vírus da esgana. Isto leva a crer que o Mike já estaria infetado no momento em que a Ana o adotou.

Ana está indignada porque “a Drª Guida Brito disse-me que o animal estava desparasitado interna e externamente, e isso veio-se a verificar que era falso, porque o cão tinha pulgas”. Segundo Ana Pereira o caso de Mike não é único, já que, “na mesma altura em que adotei o Mike havia lá outros cães com os mesmos sintomas”. Para Ana não há dúvida que o seu animal veio infetado do canil, “até porque ele esteve sempre em casa desde que o fui buscar”.

A transmissão da esgana é feita por contacto direto de animais com outros infetados. O vírus é pouco resistente a detergentes e a calor, embora possa resistir durante semanas a temperaturas próximas de zero graus. O vírus não é transmissível aos seres humanos.

O Mike foi diagnosticado com esgana pela veterinária Raquel Pereira, no dia 28 de agosto, ou seja, 11 dias depois de sair do canil. Raquel Pereira afirma que se trata de uma doença altamente mortal e que provoca nos animais um sofrimento atroz. “Primeiro são os sintomas ao nível dos seios nasais e paranasais, depois os sintomas gastrointestinais, em que se encontrava o Mike, e mais tarde os sintomas neurológicos”, explica a veterinária e acrescenta que, “embora alguns animais sobrevivam, quase sempre ficam com sequelas graves”.

Para a veterinária o problema está na falta de vacinação. “Como a doença não é transmissível a humanos, como a raiva, a vacina não é obrigatória”, lamenta a médica veterinária. A vacina dá-se em duas tomas, com um custo de 25 euros, cada uma, e confere imunidade quase total, não só contra a esgana, mas também, contra outras doenças infetocontagioso.

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