CARLOS GUIMARÃES

Nome completo

Carlos António Ferreira Salgado Guimarães

Nascimento

09 de novembro de 1964

S.Martinho de Candoso, Guimarães

Profissão

Médico

Carlos Salgado Guimarães, reconhecido urologista vimaranense, falou ao Mais Guimarães sobre o seu novo livro e gosto pela medicina.

Na sexta-feira, 18, lançou o segundo livro da sua autoria, com o título “As Borboletas Voam Sozinhas”, com prefácio de Carlos Silva. Um ano após a edição “O Trémulo da Carriça – Candoso no Horizonte da Memória”.

Um livro de ficção, que segundo o médico, transita do mundo ficcionado e o trajeto de vida de uma personagem que circula à volta dos meandros da sua profissão. “É história simples e singela com alguma crítica, pensamento filosófico pelo meio, intensidade e humor. As pessoas vão sentir-se no meio do drama e vão se rir”, conta Carlos Guimarães.

O livro procura perceber como as pessoas devem fazer e decidir. “O que é mais importante? Os outros decidirem ou decidirmos nós próprios? Se podemos decidir por nós próprios, porque deixamos que os outros decidam por nós? Daí o título. As borboletas cumprem o seu destino”, afirmou. O autor procura ainda apelar para alguns aspetos da sociedade com alguma crítica implícita.

Como teve um “feedback” positivo das duas edições que lançou, o médico já escreve o terceiro livro. “Vai ser totalmente diferente e mais desafiante. Vai andar à volta da mulher e concessão que se deve ter sobre o mundo feminino dentro de uma história”, adiantou.

Tal como muitos médicos escritores que lançaram livros, Carlos Guimarães aventurou-se na literatura. Impulsionado pelo livro “Galveias” de José Luís Peixoto começou a escrever. O gosto pela literatura é antigo, já vem da sua juventude, quando escrevia uns contos e venceu aos 12 anos um prémio de literatura no Comércio do Porto.

“Quando apanhava cogumelos, quando observa as raízes das plantas e animais, quando operava lagartixas e outros bicharocos, despertou um sentido de orientação na medicina”, referiu o médico. Outra razão que o fez seguir medicina segundo Carlos Guimarães tem como fator a falta de médicos no concelho nos anos 60 e 70. “Havia três ou quatro médicos que eu falava, de resto as pessoas iam sobrevivendo conforme podiam. Via angústia nos meus pais quando estava doente”, recordou.

“O gosto pela medicina nasce com a curiosidade de perceber como as coisas funcionam”

Agora, tem uma ideia completamente diferente das unidades de saúde do concelho. “É outro mundo. Demos um grande salto qualitativo. A evolução foi tão grande como a ida do homem à lua ou a descoberta do caminho marítimo para a Índia por Vasco da Gama”, disse.

Em termos de cuidado de saúde urológicos pelo sistema nacional de saúde, Carlos Guimarães prevê algumas complicações nos próximos tempos, porque “com a liberalização das áreas de escolha dos utentes, existem muitos pacientes da área de Trás dos Montes que são referenciados para a nossa unidade hospitalar. Se nós já tínhamos uma população de 380 mil, vamos ter uma população de referência de 400 ou 500 mil para o mesmo número de pessoas. O que significa que vai haver constrangimentos. Politicamente decide-se, e bem, que as pessoas são livres de escolher, mas depois não se faz o devido ajuste em termos de recursos técnico e humanos da procura que vai existir”.

Para além de escrever, o médico gosta de fotografia, ler, caminhar e fazer expedições. Se tivesse que dar um título à sua vida seria “Histórias de um piloto falhado”. Segundo Carlos Guimarães, “todas as crianças em certa altura da vida sonham em ser piloto aviador, mas para uma família com origens humildes não estava ao alcance”.

Por: Diogo Oliveira

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