CHEIRA A MUDANÇA EM GUIMARÃES

por RUI ARMINDO FREITAS
Economista

O sábado que passou ficou marcado por um evento político no centro histórico da cidade, um evento que, por mais que tente esforçar-me por encontrar paralelo, nos anos em que estou na política autárquica, e já lá vão quase 20, não tenho memória de evento comparável.

O evento de que falo, a apresentação da candidatura de André Coelho Lima à Câmara Municipal de Guimarães, liderando a lista da Coligação Juntos por Guimarães, não deixou ninguém indiferente tendo juntado cerca de duas mil pessoas, na praça da sede do município, com um entusiasmo que já é difícil de encontrar nos dias de hoje em torno do fenómeno político, no nosso país. Contudo o motivo deste entusiasmo e desta mobilização da sociedade civil parece-me óbvia, a crença numa nova liderança para os destinos do nosso concelho, que dê novos horizontes de futuro à nossa comunidade e que não se limite a gerir o dia a dia com um caminho herdado que se vai esbatendo a cada dia que passa. Assim foi possível ficar a saber, que em Guimarães, a ainda oposição, é hoje o referencial político de estabilidade, apresentando a todos os vimaranenses uma lista sólida, sem mudanças, e com confiança nas suas competências e no caminho que tem para o concelho. Falamos de uma coligação que apoia um candidato que é hoje capaz de agregar várias forças políticas à sua volta com um apoio incondicional, e sem sobressaltos, como os de outros que liderando apenas um partido, têm dificuldade em obter união dentro da sua própria casa. Com o passar do tempo, cada vez é mais claro, que o projecto que André Coelho Lima apresenta recolhe, dia após dia, maior aprovação dos vimaranenses. Foi por isso, no último sábado, uma grande demostração de força da Coligação Juntos Por Guimarães, a mostrar estar preparada para assumir a gestão do nosso concelho.

Se por um lado a Coligação Juntos Por Guimarães, marca pela positiva a semana que passou, já o Partido Socialista vai somando, todas as semanas episódios que todos deixam boquiabertos.  Esta semana, foram tornadas públicas as listas do PS à Câmara Municipal e à Assembleia Municipal. E com esta apresentação ficou a saber-se que, depois da nega de António Magalhães para liderar a lista à Assembleia Municipal, o Vice-presidente da Câmara, Amadeu Portilha, decidiu, por vontade pessoal abandonar a lista, assim como José Bastos, vereador com a Cultura, Centro Histórico e Juventude. Pois bem, para o leitor menos atento, pode parecer um facto com pouca importância, não fosse ser apenas o número dois do município que decide que não tem condições pessoais para continuar a ladear Domingos Bragança, por acreditar ter chegado, para si, o fim da actividade política que “co-pilotava”, e não fosse tratar-se também do vereador responsável pela aposta central do PS nos últimos anos, Cultura e Centro Histórico… Dá que pensar, mas o sinal da desintegração socialista é cada vez mais flagrante! Como se não bastasse tomámos conhecimento, que o técnico contratado para fazer um estudo independente para o município, sobre estacionamento, afinal não o era assim tanto, pois viemos a encontra-lo a integrar a lista de Domingos Bragança. Descobrimos então que o aquitecto Seara de Sá, o tal técnico independente, é afinal não só um apoiante socialista e de Domingos Bragança, como é parte integrante de toda a estratégia…

Fica então cada vez mais claro onde está a estabilidade, e posso então afirmar, que já cheira a mudança em Guimarães.

 

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