COMANDANTE FERREIRA

Nome completo

Domingos Ribeiro Ferreira

Nascimento

25 de julho 1946

Guimarães

Profissão

Reformado

Atualmente reformado, mas ainda muito ativo da sociedade, Domingos Ribeiro Ferreira nasceu no centro da cidade (freguesia de S. Paio) no dia 25 de julho de 1946, casado, pai de duas filhas, antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Guimarães.

O Comandante Ferreira construiu ao longo das últimas décadas uma forte imagem pública devido à presença regular nos órgãos de comunicação da cidade, merecedor da atenção de vários historiadores. Formado com o curso de formação de serralheiro na Escola Comercial de Guimarães e o curso de máquinas de costura em Kaiserlanters, na Alemanha, Domingos Ferreira encontrou nos Bombeiros Voluntários de Guimarães, a 06 de janeiro de 1965, com 18 anos, um meio de projetar a dedicação à cidade-berço, quando se alistou como aspirante no Corpo dos Bombeiros da cidade, no qual fez a carreira toda de bombeiro desde a 3ª classe a chefe.

Em 1997 foi nomeado comandante, posto que ocupou com “orgulho” durante cinco anos. Serviu o corpo de bombeiros durante 38 anos e o cargo de comandante surgiu quando a “direção entendeu que eu deveria assumir o comando”, depois de ter demonstrado qualidades através do trabalho ao longo do serviço.

Domingos Ferreira foi o único comandante deste corpo de bombeiros que teve a carreira toda, passando por todos os postos. Frequentou ainda a Escola de Limitação de Avarias E.L.A. no Alfeite e Escola Nacional de Bombeiros em Sintra.

A responsabilidade fazia parte do seu cardápio de caraterísticas, por isso não se deixava intimidar por ser o farol que alertava a cidade. “Tinha, por exemplo, cem homens no meu comando, o que significava que tinha duzentos olhos a olhar para mim e eu só tinha dois para os cem”, justificou o ex-comandante.

“Temos de estar com alma e coração nesta causa, se não o fizermos não vale a pena”.

Não obstante, naquela mesma profissão, conseguiu garantir a satisfação de dever cumprido, o que abdicou, na verdade, foi o tempo que passou com a própria família. “Passava mais tempo na minha segunda casa que com a minha família. Mas temos de estar com alma e coração nesta causa, se não o fizermos não vale a pena. Havia dias que não via a minha mulher e as minhas filhas”, recordou.

Atualmente, é comandante no quadro de Honra dos Bombeiros Voluntários de Guimarães e conselheiro da Associação Humanitária da mesma corporação, possuindo o maior arquivo e registos dos bombeiros de Guimarães desde 1835 a 2011.

Autor de um discurso sobre a história, comprometido com o seu próprio empenhamento de historiador, um autodidata e pesquisador, Domingos Ferreira contou ao Mais Guimarães como germinou a inspiração para descobrir a toponímia da cidade que o viu nascer. “Começou com uma conversa de café com um amigo. Ele disse-me que era bom que alguém se dedica-se à toponímia da cidade. Então eu agarrei naquela ideia e, como agora tenho mais tempo, dediquei-me a esse trabalho. Fui juntando os registos, só de ruas com nomes de pessoas, e acabei por editar com o Barroso da Fonte a ‘Senhora da Rua – Toponímia de Guimarães’, explicou o ex-comandante, sublinhando que conhece o concelho “melhor que ninguém”.

Artesão e colecionador, Domingos Ferreira possui uma vasta coleção de miniaturas de carrinhos de bombeiros com mais de mil unidades. Tem vários louvores, entre elas o Crachá de Ouro. É ainda sócio dos Bombeiros Honorários Voluntários das Caldas das Taipas, sócio de mérito da Liga dos Bombeiros Portugueses e sócio de mérito do Vitória.

Por: Diogo Oliveira

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