DESEMPREGO A SUBIR DESDE JULHO DESTE ANO

Número de inscritos no IEFP no concelho de Guimarães tem vindo a aumentar ligeiramente nos últimos meses, mas é consideravelmente mais baixo do que em igual período do ano passado. No total são 7.516 os desempregados no final do mês de agosto. 

O desemprego no concelho de Guimarães voltou, nos últimos meses, a evoluir de uma forma negativa. Desde agosto de 2016 que a tendência era de descida do número de cidadãos inscritos no Centro de Emprego, mas, desde julho deste ano que o número tem vindo a aumentar. Na última contagem, realizada em agosto, o número de inscritos no IEFP em Guimarães chega aos 7.516, mais 235 pessoas do que no final do mês de julho. Já entre os meses de junho e julho, o desemprego havia aumentado, mas neste caso a subida foi pouco acentuada, ficando-se pelas 50 novos registos.
Atualmente há 6.795 pessoas à procura de um novo rumo para as suas vidas, através de um emprego diferente e há 721 pessoas à procura do primeiro emprego. A maior parte dos inscritos encontram-se há menos de um ano nesta situação (3.896), mas o número é muito próximo daquele que representa as pessoas desempregadas (3.620). Importa ainda notar que 56% dos desempregados são do sexo feminino. No passado mês de julho, o CTE do Médio Ave, onde se insere o concelho de Guimarães, registou 680 ofertas de emprego.

 

Número de desempregados é mais baixo do que em 2016

Em igual altura do ano passado, o número de desempregados no concelho de Guimarães registava valores consideravelmente superiores aos deste ano. Findado o mês de agosto de 2016, eram 8.907 os inscritos, mais 1.391 do que em 2017. Do total de inscritos, 961 pessoas procuravam o primeiro emprego. Em comparação a cidade vizinha de Braga, Guimarães tem, no final no mês de agosto de 2017, menos 504 desempregados.

 

Desemprego em clara queda na Região do Norte

O 2º trimestre de 2017 vem reforçar a queda do desemprego na Região do Norte do país. Segundo os dados da CCDR-N, a taxa de desemprego na Região do Norte cifrou-se em 9,5%, o que representa uma queda face ao trimestre anterior (10,9%). Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o desemprego caiu 2,1%. A nível nacional, a taxa de desemprego também desceu no 2º trimestre de 2017, fixando-se agora em 8,8% (resultado que compara com 10,1% no trimestre precedente e com 10,8% há um ano). A população desempregada residente na Região do Norte, estimada pelo INE, totalizava, no 2º trimestre de 2017, cerca de 174,4 mil indivíduos, o que significa aproximadamente menos 36 mil pessoas (ou -17,1%) do que no trimestre homólogo do ano transato. No confronto entre trimestres consecutivos, a estimativa de população desempregada residente nesta região diminuiu em 12,4%.
Segundo as conclusões apresentadas pela CCDR-N, esta descida observada na taxa de desemprego na Região do Norte devem-se quer à evolução do desemprego masculino, cuja taxa caiu de 9,6% para 8,2%, quer à evolução do desemprego feminino, com a respetiva taxa a baixar de 12,3% para 10,8%. A última vez que as taxas de desemprego feminino e masculino da Região do Norte ficaram abaixo dos valores atuais foi há oito anos e meio (no 4º trimestre de 2008).
A taxa de desemprego de jovens (menos de 25 anos) diminuiu no 2º trimestre de 2017, na Região do Norte, fixando-se em 25,3% (compara com 26,5% no trimestre anterior e com 26,4% no período homólogo do ano passado).
A incidência do desemprego de longa duração voltou a aumentar entre trimestres consecutivos. No 2º trimestre de 2017, cerca de 66,2% dos desempregados da Região do Norte estavam nessa situação por mais do que um ano (proporção que compara com 64,5% no trimestre precedente e com 69,8% há um ano). Face ao trimestre anterior, também ocorreu um aumento na proporção de desempregados com mais de dois anos de desemprego (de 45,0% para 46,7%), ainda assim, o valor mais recente encontra-se abaixo da proporção de há um ano (52,8%).

 

Ave a meio da tabela na NUTS III

A sub-região do Ave registou, no último trimestre, uma variação do desemprego de (-18,7%). A sub-região que registou uma maior variação foi o Alto-Minho com (-24,8%), seguindo-se o Cávado e Terras de Trás-os-Montes, com (-23,4%). A variação mais baixa registou-se no Douro, com apenas (-10,9%).

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