DESNIVELAMENTO DO NÓ DE SILVARES VOLTOU À REUNIÃO DE CÂMARA

O tema foi um dos pontos que gerou mais discussão na reunião do executivo camarário de hoje. Inicialmente previsto para ser votado como um ponto único, o desnivelamento do nó de Silvares e a via de acesso ao Ave Park, acabou por ser desagregado em dois pontos, a pedido do vereador, do PSD, André Coelho Lima.

O ponto que comtemplava os acordos de gestão para a execução do desnivelamento do nó de Silvares e a execução da ligação da EN 101 ao Ave Park, foi dividido em dois, e votado separadamente a pedido do vereador da oposição, André Coelho Lima. Para o vereador do PSD “são coisas diferentes”. O desnivelamento do nó de Silvares trata-se, no entender de André Coelho Lima, de “resolver um problema” e, nessa medida não coloca obstáculos, independentemente da solução que vier a ser encontrada. Recorde-se que durante a campanha autárquica este desnivelamento levantou polémica, por o PSD defender a realização de um viaduto e o PS defender o desnivelamento através de um túnel. Apesar de a Infraestruturas de Portugal já ter lançado o concurso público para esta obra, em novembro, ainda não se conhece qual será a solução a adotar. Domingos Bragança, sobre este tema afirma, agora, que “é indiferente a solução”, logo que se resolva o problema. “Do ponto de vista estético eu prefiro túnel”, reafirma o presidente da Câmara, em defesa da solução apresentada na campanha pelo PS. Este ponto acabaria por ser votado favoravelmente pela totalidade do executivo.

O acordo de gestão para o desenvolvimento da Via de Acesso ao Ave Park mereceu o voto contra da oposição, como explicou André Coelho Lima porque, “nós sempre fomos contra a Via de Acesso ao Ave Park desde o início, contra o seu traçado, defendemos que ele deve ser feito com um novo acesso à autoestrada na zona de Brito, que é o que resolve o problema do Ave Park”. O candidato a presidente da Câmara pela coligação Juntos por Guimarães, nas últimas eleições autárquicas, criticou o protocolo assinado em março de 2017, classificando-o como “uma redundância, um mero processo de intenções”, e acrescentando que a prova disso “é que só hoje vem o acordo de gestão para prenuncia pelos órgãos autárquicos”. Para o vereador do PSD, “houve aqui uma atuação política, mas o Governo do PS é muito hábil na gestão política”. A proposta acabaria por ser votada favoravelmente pelos vereadores do PS, com a oposição a votar toda contra.

Oposição continua a defender redução do preço da água

A redução do tarifário da Vimágua foi uma das propostas apresentadas pela coligação Juntos por Guimarães, durante a campanha eleitoral. O vereador do CDS, Monteiro de Castro, mantém viva a ideia que é possível, “sem prejuízo para o investimento”, reduzir as tarifas. O vereador democrata cristão, defende mesmo que uma redução significativa nas taxas de ligação aumentariam a taxa de adesão, “que é neste momento muito inferior à taxa de cobertura”, disse. A proposta sobre os tarifários da Vimágua, levada a reunião de Câmara, comtemplava, de uma forma geral, a manutenção dos preços da água. Em defesa desta proposta, a vereadora Adelina Paula Pinto cedeu a palavra ao presidente da Vimágua, Armindo Costa e Silva.

Em defesa do tarifário, Costa e Silva, lembrou que a “Vimágua tem mantido o preço da água ao longo dos últimos 4 anos e que se propõe manter esse valor”. Para o presidente da Vimágua “este tarifário tem uma preocupação social muito grande: desde logo as IPSS passam a beneficiar do segundo escalão, as famílias com mais de quatro elementos vão poder beneficiar desse tarifário, independentemente da condição económica, e finalmente o tarifário social é aprofundado com a efeminação da tarifa fixa”.

Para Costa e Silva não tem lógica a proposta do vereador Monteiro de Castro de redução do preço dos ramais de ligação, com o objetivo de aumentar taxa de adesão. Segundo o presidente da entidade gestora da água, “os ramais são cobrados às pessoas no momento em que são feitos e nos casos em que as pessoas não pagam, temos estado a ganhar os processos em tribunal”, e acrescenta que, “as pessoas não se ligam porque têm soluções alternativas que consideram que são melhores ou mais económicas”. O presidente da Vimágua reconheceu que a percentagem de habitações com cobertura da rede de água que não estão ligadas é de 25%. Costa e Silva salientou, como uma das justificações para negar a redução de tarifário, a necessidade que a empresa tem de fazer investimentos, nomeadamente, para reduzir as perdas na rede, que atualmente são de 30 a 40%. A votação do tarifário da Vimágua acabou por resultar num empate, uma vez que, o presidente da Câmara, na qualidade de presidente da mesa da Assembleia da Vimágua, não participou na votação. A proposta acabou por ser aprovada com recurso ao voto de qualidade da presidente em exercício, a vereadora Adelina Paula Pinto.

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