DIFICULDADES DE RESPOSTA NA CONSULTA DE GASTRENTOLOGIA DO HSOG

O Grupo Parlamentar do PCP interpelou o Governo no em virtude dos atrasos na consulta de gastrentologia do Hospital da Senhora da Oliveira.

A iniciativa do PCP vem na sequência de uma exposição por uma doente encaminhada pelo médico de família, para a consulta de especialidade de gastrenterologia devido ao ressurgimento de um problema de saúde que havia sofrido em 2014. No seguimento do encaminhamento e na ausência da marcação de consulta, a doente contactou a unidade de saúde sendo informada que, “teria consulta para o próximo dia 21 de novembro de 2017”, ou seja, 174 dias depois de ter sido encaminhada pelo médico de família.

Este tempo de resposta ultrapassa os tempos máximos de resposta garantidos (TMRG) estipulados na Portaria nº 153/2017, de 5 de abril, a qual define que o TMRG para realização da primeira consulta em 120 dias seguidos contados a partir do registo do pedido da consulta pelo médico assistente, sem prejuízo de TMRG mais curtos, considerados nas situações de maior prioridade que for atribuída pelo médico que faz a triagem no hospital de destino.

Em face do não cumprimento do TMRG, a doente enviou uma reclamação para o Hospital de Guimarães, tendo recebido a seguinte explicação: “cumpre informar, que, a (…) eventual demora na resposta atempada à sua consulta, se deve ao facto de dois médicos terem saído recentemente, o que diminui o potencial assistencial do serviço”.

Ao Mais Guimarães o Hospital da Senhora da Oliveira reconheceu “haver dificuldade no cumprimento dos TMGR”, em virtude de um aumento de referenciação para primeira consulta, no primeiro trimestre de 2017, de 52% (300 pedidos a mais). Segundo o HSOG, este aumento deve-se a livre circulação de cidadãos no SNS, juntamente com “um elevado reconhecimento nacional e internacional” da qualidade assistencial.

Para dar resposta a este aumento, o Serviço reorganizou-se com os meios existentes. Segundo números do Hospital de Guimarães o número de primeiras consultas aumentou em 30% (mais 250 consultas). O HSOG, no comunicado que enviou ao Mais Guimarães, não referiu a saída dos dois médicos, evocada na resposta à utente que desencadeou a iniciativa do PCP.

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