DOMINGOS BRAGANÇA QUER TRANSFORMAR TROÇO DA EN101 EM PONTE EM RUA URBANA

O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Domingos Bragança, avançou hoje que o município pretende gerir o troço da Estrada Nacional que atravessa S. João de Ponte e transformá-lo numa “rua urbana”, que se assuma como parte da “centralidade” da vila, no discurso proferido na assinatura do protocolo para a construção da Via de Acesso ao Parque de Ciência e Tecnologia, com extensão de cerca de seis quilómetros.

A Câmara Municipal e a Infraestruturas de Portugal, representada pelo Presidente do Conselho de Administração, António Laranjo, assinaram no final da tarde de hoje o protocolo para a construção da via dedicada ao Avepark, projeto orçado em 18 milhões de euros, que além da própria variante, pode também incluir a transformação do perfil dos quilómetros da EN101 que atravessam a vila de Ponte, entre a cidade e a zona das Taipas, onde se situa o Parque de Ciência e Tecnologia.

“Vamos negociar com a Infraestruturas de Portugal que a estrada de Ponte seja desclassificada no bom sentido, passe para as competências municipais e deixe de ser uma via nacional, com as devidas compensações nos negócios que temos de fazer. Queremos que esta via que atravessa a EN101 na Vila de Ponte não seja uma via de atravessamento rápido, mas seja transformada numa rua urbana, de competência municipal”, assumiu o edil, no discurso proferido no Auditório do Avepark.

O presidente da Câmara acrescentou que a estrada, ao invés de dividir a vila, deve passar a “constituir um fator de coesão dos dois lados”, com “passeios, ciclovia, reabilitação e aparcamento para que a via seja a centralidade de Ponte”.

“Não me parece difícil fazermos isso. Temos 18 milhões de euros. Tenho a certeza que este valor vai chegar para tudo o que estou a dizer”, explicou durante uma sessão que contou igualmente com a presença do Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, em que foi explicado o percurso da via dedicada.

Domingos Bragança reconheceu que “as distâncias hoje medem-se pelo tempo que demoram a percorrer” e que “o tempo que demora a percorrer do Parque de Ciência e Tecnologia até à auto-estrada é muito”, tendo dito que é, ao mesmo tempo, importante garantir tranquilidade às empresas e aos investigadores para trabalharem, mas também um “ambiente urbano”, em que todos possam ter “um acesso fácil à cidade”.

O responsável das Infraestruturas de Portugal (IP), António Laranjo, apresentou o traçado da via dedicada, que vai ter duas pontes, uma sobre o Rio Ave e outra sobre o Rio da Agrela, e cuja construção vai ter de superar algumas “dificuldades”, ligadas aos declives acentuados e à existência de muitas zonas agrícolas no percurso, em função do urbanismo disperso.

Já o titular da pasta do Planeamento e dos Transportes elogiou a “dinâmica do concelho e das suas empresas”, com mais de 100 milhões de euros já aprovados para investimento e criação de emprego no âmbito do Portugal 2020, explicando que esse fator ajudou Guimarães a ter uma das 12 zonas empresariais selecionadas pelo Governo para um programa de apoio de 180 milhões de euros. O ministro lembrou ainda que, do “ponto de vista das acessibilidades”, o Avepark estava “insuficientemente servido”.

Linha ferroviária desativada concessionada à Ecovia

O município assinou, pouco antes, o contrato de concessão do canal desativado da Linha de Guimarães para integrar a Ecovia, que se estende, na primeira fase da Pista de Cicloturismo, em Mesão Frio, à Cidade Desportiva, em S. Tiago de Candoso, num total de quase 20 quilómetros, passando pelo Parque da Cidade e pela estação ferroviária, com a garantia deste troço.

Pedro Marques explicou que, com a nova infraestrutura, Guimarães está a utilizar os fundos comunitários do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) para 20, 25 anos depois de se ter tornado uma “referência na reabilitação urbana”, com o processo que culminou na classificação do Centro Histórico como Património Mundial da Humanidade, se “reinventar” neste aspeto, agora com ênfase na “mobilidade suave”, que permite “outra forma de fruição do espaço público”.

Já Domingos Bragança explicou que a Ciclovia, que vai incluir via ciclável e via pedonal, vai melhorar o espaço no qual os cidadãos vimaranenses coabitam e, consequentemente, torná-lo “excecional” para ser visitado e para os turistas que “pernoitem” na cidade.

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