“É UM JOGO DIFÍCIL, EM QUE É NECESSÁRIO VESTIR O FATO-MACACO” – PEDRO MARTINS

O técnico reconheceu que o Vitória tem um “jogo difícil” pela frente na sexta-feira, com o Moreirense, até por os dérbis serem normalmente “jogados de forma intensa, competitiva” e considerou “importante” a sua equipa regressar aos triunfos para entrar novamente num período de “normalidade”, após não ter vencido nenhum dos últimos quatro desafios para o campeonato.

O segundo confronto da época entre as duas equipas vimaranenses no principal escalão do futebol português surge numa fase em que tanto Vitória como Moreirense estão há quatro jogos sem vencer, e Pedro Martins admitiu que, para voltarem aos êxitos na abertura da 23.ª jornada, pelas 19h00, no Estádio D. Afonso Henriques, e reentrarem numa fase de “normalidade” os seus jogadores precisam de “paciência”, “critério”, mas também de “luta”.

“Cada jogo tem a sua história, embora seja um dérbi. Sabemos que normalmente os dérbis são jogados de forma intensa, competitiva. Tenho a certeza que o jogo vai ser diferente [do da primeira volta], até porque já passaram 17 jornadas. O facto de jogarmos em casa altera o próprio cariz do jogo. Sabemos que é um jogo difícil, em que é necessário grande empenho e vestir o fato-macaco”, disse o treinador na antevisão ao duelo.

O técnico da formação preta e branca lembrou que, numa prova que é “uma maratona de 34 jornadas”, todas as equipas têm “momentos menos bons” e sugeriu que as “equipas” que mais rapidamente deixam a situação “menos confortável” são as que têm “melhores resultados”, pedindo por isso que os seus pupilos estejam à altura da “responsabilidade” da camisola que vestem, melhorando já o rendimento até agora apresentado nos jogos em casa – a equipa venceu três dos 10 jogos – a “agressividade defensiva” e a eficácia, apesar das melhorias evidenciadas no “processo ofensivo”.

“Se olharmos ao último jogo, tivemos seis oportunidades com enormes possibilidades de fazer golo e acabámos por só fazer um”, exemplificou.

Pedro Martins antecipou ainda que a formação cónega vai surgir “agressiva” no relvado vitoriano, com um “bloco mais baixo” em muitos momentos para “explorar as transições”, até porque também “precisa de ganhar”, pois não se encontra na fase “ideal” neste campeonato.

O Vitória ocupa, neste momento, o quinto lugar, com 36 pontos, mais três pontos do que o Marítimo, sexto classificado, e menos dois do que o Sporting de Braga, podendo subir provisoriamente ao quarto lugar em caso de triunfo. Questionado sobre essa possibilidade, o treinador respondeu que a equipa pretende chegar às competições europeias e fazer com que a “grande diferença de quatro equipas perante as outras comece a ser inferior”.

O técnico dos “conquistadores” disse ainda que Rafael Miranda pode ser “hipótese” para o jogo de sexta-feira, apesar de haver ainda um último treino no próprio dia do jogo, onde vai fazer uma última avaliação dos jogadores disponíveis, e que o comportamento de Marega no Restelo – pontapeou uma garrafa de água junto ao banco após ter sido substituído – se deveu à “insatisfação pessoal” com a fase que atravessa – o avançado já não marca desde o jogo com o Rio Ave, quando fez o “hat-trick” que garantiu o triunfo vitoriano, por 3-0.

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