ECOIBÉRIA AQUECE REUNIÃO DE CÂMARA

O processo de instalação da Ecoibéria em Penselo voltou a aquecer o debate na reunião de Câmara, na quinta-feira, dia 13. A maioria socialista aprovou solitariamente o despacho que declara a “nulidade da aprovação do projeto de arquitetura”.

Domingos Bragança afirma que 80% da movimentação de terras foi ilegal

Contra proposta votaram os vereadores do PSD e do CDS, a CDU absteve-se. Para António Monteiro de Castro as razões do voto contra relacionam-se não só com a substância do processo, mas também pela forma como foi tratado, pelo facto de o PS ter decidido sempre sozinho. O vereador do CDS deixa no ar um alerta sobre o passo que agora foi dado: “podiam ser encontradas soluções que evitassem este passo que vai conduzir a um processo no tribunal com custos para os vimaranenses”.

A reportagem televisiva foi um ponto chave

O vereador do PSD lembra que o argumento, “frágil”, da Câmara se resume a um terreno que não é propriedade da Ecoibéria, mas de que a empresa precisa para fazer o acesso, sendo que “esse terreno é do próprio Município” que licenciou o projeto de arquitetura. Ainda sobre a fragilidade da posição da Câmara, André Coelho Lima lembra que há filmagens de vereadores do executivo camarário que “há dois anos defendiam uma coisa e hoje defendem o seu contrário”. “Há vários vereadores que falaram para o programa da RTP e defenderam de forma veemente e perentória a instalação da empresa naquele local”, afirma o vereador do PSD.

Para Torcato Faria, vereador da CDU, que se absteve, a peça televisiva também teve um peso importante na mudança de rumo da maioria socialista

Sobre a evidência da movimentação desmesurada de terras, o vereador da CDU afirma: “deduzo que continuou porque se pensava que ia ter um desfecho feliz, o que mudou tudo foi a peça da televisão. Veio criar receios a quem tinha que decidir”. Até ali tudo tinha decorrido com a aprovação da maioria socialista, segundo Torcato Faria “podia não estar no papel, mas podemos dizer que fecharam os olhos”.

O presidente afirma que “a Câmara não cometeu erro nenhum” e que nenhuma outra decisão poderia ser tomada, sob pena de o próprio presidente ser responsabilizado

Para Domingos Bragança o problema está nas alterações que a empresa fez ao projeto e que foram analisadas à luz do PDM aprovado em junho de 2015, três meses depois da aprovação do projeto de arquitetura. Relativamente às acusações de que a movimentação de terras estava à vista de todos e de que nada foi feito, o presidente do Município lembra que “a culpa é sempre do infrator e não do polícia” e afirma que foram levantados processos de contraordenação e que as obras foram interrompidas. O presidente da Câmara alega que não pretende um litígio com a Ecoibéria e mostrou-se “disponível para encontrar soluções com o promotor da obra”. Este é talvez o único ponto de contacto entre a maioria socialista e os vereadores da oposição.

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