EDUCAÇÃO NA DINAMARCA

por Sara Nunes

Emigrante na Dinamarca e manager em empresa de acessórios masculinos.

A qualidade dos serviços sociais nórdicos e, em particular, da educação tem sido elogiada por muitos anos. A criatividade, a experimentação e a promoção da participação nas salas de aula tornaram-se algumas das suas maiores qualidades, orientadas não apenas para o desenvolvimento pessoal dos próprios alunos, mas também para o futuro e o desempenho do país, no mercado de trabalho ao aumentar a produtividade. O desempenho pessoal e oratória tornaram-se assim numas das áreas indispensáveis que dá frutos em todos os tipos de empregos: tanto aqueles que precisam de habilidades diretamente na comunicação, como jornalismo ou publicidade, bem como em qualquer tipo de empresa (de produtos), comida, carros, jóias para homens, etc.).

De acordo com os dados recolhidos em 2015 para o relatório Pisa, a Finlândia é o país que obteve os melhores resultados, seguido no ranking da Dinamarca, Noruega, Suécia e Islândia. Em todos eles, o sistema educacional é financiado pelo Estado e apresenta uma série de características que o tornam um sistema “exemplar”. A Dinamarca é também considerada o país com o terceiro melhor ensino do mundo.
O sistema educacional dinamarquês funciona numa forma completamente diferente do que em Portugal. Neste artigo nós juntámos várias características do sistema educacional dinamarquês que fazem este ensino tão distinto e interessante.
Os dinamarqueses depois de terminarem o ensino básico podem escolher entre vários cursos e disciplinas, conforme o que acham mais adequados, por exemplo um aluno que quer ser médico vai ter que ter obrigatoriamente certa carga horária em certas disciplinas para se candidatar à universidade, então o aluno pode fazer o seu ensino secundário já a pensar nisso e não precisa de ter disciplinas que não vai usar. Cerca de 82% dos jovens escolhem seguir para o ensino superior.
Depois disto, existem três tipos de cursos superiores que podem escolher, com duração de entre dois a cinco anos. Existem dois tipos de licenciatura, a licenciatura profissional que é mais prática e direcionada ao mercado de trabalho e outra licenciatura normal, que é mais teórica, semelhante à que temos em Portugal e esta é para alunos que pretendem seguir para um mestrado ou então seguir um trabalho na área de investigação.
Existe ainda um Academy Profession que dura dois anos e é semelhante à licenciatura profissional, e permite fazer um top-up de 1 ano e meio em que se escolhe uma especialização, estes juntos equivalem a uma licenciatura. Estas diferentes licenciaturas surgiram pela necessidade de profissionais em certas áreas.
As candidaturas à universidade funcionam de forma diferente do que em Portugal. É necessário o diploma de ensino secundário, o CV e uma carta de motivação e de referência. Podem parecer muitas coisas, mas na verdade não são – pois, ao contrário de Portugal, não é só a média do secundário que conta, é feito todo um processo qualitativo e não quantitativo. Também não existe uma média mínima para se candidatar, mas sim um mínimo de carga horária, dependendo dos cursos.
A educação na Dinamarca é gratuita e acessível a todos os dinamarqueses e também para cidadãos da união europeia. Em adição a oferecerem educação gratuita, o governo dinamarquês oferece imensas oportunidades aos estudantes. Todos os dinamarqueses têm direito a um apoio financeiro no valor de cerca de 800€. Isto é uma enorme ajuda e permite que os estudantes não dependam dos pais e que todos os dinamarqueses, tenham pais pobres ou ricos possam estudar e não terem que se preocupar com as suas despesas. Claro que a Dinamarca é um dos países com os impostos mais elevados do mundo, e estas despesas que o estado tem na educação são mais tarde “devolvidas” quando os estudantes começarem a trabalhar e a pagar impostos.

 

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