EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA

por JOSÉ CASTRO ANTUNES

Confesso nunca ter sonhado que um dia poderia ser presidente de uma Junta de Freguesia e, agora que o sou, sinto que poder ajudar a resolver os problemas do próximo não representa transportar qualquer fardo, mesmo que pesado, mas pelo contrário, tem contribuído para que me sinta muito melhor comigo próprio e sempre disponível para empreender novos desafios, já que sempre considerei o Serviço Público uma incumbência que deveríamos assumir como contribuição lógica de ajuda ao desenvolvimento e prosperidade da nossa sociedade.

Todos ansiamos uma vida melhor e cabe a cada um de nós a responsabilidade de contribuir para essa melhoria. Se acreditarmos que, mesmo de forma ínfima, estamos disponíveis para exercer tal responsabilidade então iremos constatar que as relações com nossos vizinhos tenderão a normalizar, que a qualidade de vida dos nossos conterrâneos afinal também já se apresenta mais satisfatória, que o meio ambiente fica melhor preservado ou que o desenvolvimento da nossa região e do nosso país finalmente entra nos eixos. O extraordinário é que por vezes basta um simples gesto ou uma palavra para o conseguir.

Quando me perguntam o que entendo por Cidadania, tento explicar de forma simples que é o exercício dos nossos direitos e das nossa obrigações, quer sejam civis, políticas ou sociais e que ao interligar direitos e deveres, só o respeito e o cumprimento de ambos contribui para construir uma sociedade mais justa e mais equilibrada.

Se nos assiste o direito de reclamar segurança, temos a obrigação de respeitar a autoridade que vai exercê-la; se temos o direito de exigir salas de aula para os nossos filhos, cabe-nos o dever de os educar para que respeitem os seus professores e também fazer-lhes ver que as instalações escolares não podem ser danificadas; se reivindicamos melhor limpeza das nossas ruas, recolha do lixo mais eficiente ou qualidade de água excelente e, assiste-nos esse direito, mas quantas vezes somos confrontados com pessoas que atiram papeis ao chão, ou que escrevem nas paredes dos edifícios, ou que tendo recipientes para colocar o lixo, preferem colocar de lado os sacos do lixo muitas vezes abertos e cujo conteúdo, não raras vezes, aparece espalhado no chão…

No nosso quotidiano, apercebemo-nos que parte da nossa sociedade em muitos aspectos, está sobretudo carente de educação para a cidadania e essa falta prejudica ou exerce influência sobre quem tem nos ombros a responsabilidade de decidir e resolver os problemas que vão surgindo.

Os Vimaranenses são sem dúvida orgulhosos da sua terra, denotam atitude positiva nos seus compromissos e, conscientes dos seus direitos, cumprem com as suas obrigações.

Talvez por isso Guimarães tem estado sempre à altura dos desafios – Foi capital europeia da Cultura e ocorreu uma evolução enorme dos índices culturais das nossas gentes, foi seguidamente capital europeia do Desporto e a aprendizagem na área desportiva foi também assinalável, agora, com a candidatura a Cidade Verde teremos mais uma oportunidade de enriquecermos, também nesta vertente.

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