EMPURREM-NOS PARA O SONHO

por CARLOS RIBEIRO

Diretor Executivo no Laboratório da Paisagem 

Dois jogos, é o que nos separa de mais uma grande final. O tal momento ímpar que ousamos recordar em cada momento e que em 2013 nos deu a alegria maior que nenhum vitoriano será capaz de esquecer. Hoje, volvidos quatro anos, podemos começar a desenhar a chegada a mais uma final, o que a concretizar-se seria a terceira vez em seis temporadas, e a sétima ocasião em todo o historial vitoriano.

Mas para chegar ao dia da decisão vai ser certamente preciso um grande Vitória nos dois encontros frente ao Desportivo de Chaves. Não pelo momento que atravessamos, mas porque do outro lado, para além de uma equipa a fazer uma excelente época, teremos jogadores igualmente motivados para fazerem história, já depois de terem afastado Porto e Sporting da competição. E isso será desde logo o indicador principal das dificuldades que certamente encontraremos. Uma equipa do Desportivo de Chaves que vale muito pela sua atitude competitiva, o que se comprova, aliás, pela exibições e resultados pós-mercado de inverno, mesmo depois deste ter “amputado” a equipa dos seus melhores jogadores. Mas não queiramos ter medo das palavras. Somos melhores, somos favoritos, mas falta o mais importante: prová-lo em campo.

Aos jogadores e equipa técnica, o pedido é o de sempre. Elevem a concentração e a atitude ao máximo, faça-nos e deixem-nos sonhar. Aos mais velhos, o desejo de que contem aos recém-chegados cada momento daquele dia de 2013, aos mais novos, o desejo de que revejam cada vídeo, cada imagem, cada sorriso. Perceberão de uma forma concreta aquilo que está em causa, em mais esta luta, em mais este sonho.

Aos adeptos, o pedido habitual. Não se deixem tolher pelo nervosismo que muitas vezes trespassa para o relvado. Sejam exigentes, mas acima de tudo, seja aquilo que são de melhor: únicos no apoio e na paixão. Empurrem-nos! “Tornem-se de novo heróis dos nossos heróis”, como diria o jornalista Carlos Daniel. Disputem cada lance como se também estivessem em campo, “atropelem” o adversário, levem ao colo a nossa equipa. Da minha parte, e na impossibilidade de convosco os apoiar na bancada, tentarei aos microfones narrar e gritar os golos do primeiro de dois jogos que nos colocarão, de novo, a sonhar, ciente de que até ao sonho, há uma realidade para ultrapassar. Com respeito, mas essencialmente com espírito conquistador, capaz de continuar a escrever uma história de sucesso na atual temporada. E ninguém ouse duvidar. Se formos juntos para a luta, não haverá adversário capaz de nos vergar. Têm dúvidas?

 

 

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