ENCERRAMENTO DE EMPRESA LANÇA 35 NO DESEMPREGO EM GÉMEOS

Uma empresa de calçado, situada na freguesia de Gémeos, encerrou sem qualquer aviso aos trabalhadores e lançou 35 no desemprego.

Segundo Diana Ferreira, uma das funcionárias da empresa Spring Impact, a administração comunicou aos funcionários que teriam dois dias de férias, logo após o feriado de 01 de novembro. Estes dois dias de férias foram depois mudados, pela gerência, para os dias 13 e 14 de novembro. No dia 14 de novembro quando passava em frente à unidade fabril, perto da casa onde mora, Diana Fernandes apercebeu-se que dois camiões estavam a receber carga, no parque da empresa. “Fui ver de que é que se tratava, até porque estando a empresa fechada era estranho que estivessem a carregar”, recorda a antiga funcionária da Spring Impact. Verificou que estavam a carregar as máquinas. “Atravessei o meu carro em frente ao camião porque percebi logo que alguma coisa estava mal”, relata Diana.
Perante a ameaça de que o seu carro seria abalroado pelo camião, Diana chamou a GNR que se deslocou ao local. “Acabei por retirar o carro por ordem da GNR e o camião com as máquinas lá foi”, lamenta Diana.
Diana e as colegas sabiam que a empresa tinha passado maus dias, “até porque não tínhamos dia para receber, todos os meses havia atrasos, mas diziam-nos que o pior já tinha passado”. A empresa fechou portas com o salário de outubro por pagar, além do subsídio de natal do ano anterior, os duodécimos do subsídio deste ano e aproximadamente meio mês de novembro. “O que eles pretendiam era que fossemos trabalhar na quarta-feira e encontrássemos a empresa vazia, sem dar explicações a ninguém”, diz Diana, sublinhando que só não aconteceu assim porque, por coincidência, passou em frente às instalações no momento em que estavam a retirar as máquinas.
Segundo algumas trabalhadoras, esta já é a terceira fábrica encerrada por esta administração e acreditam que as máquinas podem ter sido retiradas para mais tarde abrir outra empresa. A data para o encerramento teria estado relacionada com o ultimato dado à empresa pelo proprietário do imóvel, para abandonarem as instalações, alegadamente, por falta de pagamento da renda.
Os documentos para o subsídio de desemprego só foram entregues aos trabalhadores depois de mediação feita pelo Sindicato do Calçado do Minho e Trás-os-Montes. Nos últimos dias algumas funcionárias, terão conseguido fazer pressão junto da administração de forma que receberam o mês de outubro, mas a outras alegam que lhes foi dito que “a empresa já não pode movimentar as contas por causa do processo de insolvência”.

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