ENFERMEIROS ALVO DE PROCESSOS DISCIPLINARES

O Hospital da Senhora da Oliveira está a instaurar processos disciplinares aos enfermeiros com especialidade de saúde materna e obstetrícia que se recusam a exercer funções de especialista, por não serem pagos como tal.

Os enfermeiros de saúde materna e obstetrícia deram início a um movimento (EESMO) que visa o reconhecimento da especialidade em termos de categoria profissional e de remuneração. O movimento surgiu da iniciativa do enfermeiro Bruno Reis, que começou a mobilizar os colegas através de uma página criada no facebook. Em julho passado estes enfermeiros deram início a um protesto em que, progressivamente, em várias maternidades pelo país, foram deixando de executar as tarefas inerentes à especialidade e passaram trabalhar apenas como enfermeiros generalistas.

Os enfermeiros alegam que estão contratados como enfermeiros generalistas e que, portanto, estão a cumprir com aquilo para que estão contratados. O ministro da Saúde pediu um parecer sobre o protesto realizado em julho, tendo o conselho consultivo da Procuradoria-geral da República concluído que os enfermeiros especialistas podem ser responsabilizados disciplinar e civilmente, bem como incorrer em faltas injustificadas.

Apesar de até há poucos dias não haver registos de faltas injustificadas marcadas aos enfermeiros, neste protesto de julho, nem na greve de uma semana, que culminou a 15 de setembro, com uma manifestação de milhares de enfermeiros em Lisboa, surgem agora os primeiros processos instaurados aos enfermeiros. O Hospital de Guimarães é pioneiro nesta atitude perante os enfermeiros, a nível nacional.

O Mais Guimarães tem questionado repetidamente o Hospital da Senhora da Oliveira. A última resposta foi: “o HSOG não irá fazer mais comentários sobre o protesto dos Enfermeiros”.

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