ENFERMEIROS CONTRA A DECISÃO DO HOSPITAL DE GUIMARÃES DE NÃO DAR TOLERÂNCIA

Os enfermeiros estão e desacordo com a administração do Hospital de Nossa Senhora da Oliveira relativamente à decisão de não respeitar a tolerância de ponto nos termos do despacho da Presidência do Conselho de Ministros.

De acordo com Nelson Pinto, o Hospital é incoerente, porque numa situação semelhante, no Carnaval, deu tolerância de ponto aos funcionários. O dirigente sindical afirma de forma irónica que “o Hospital parece ter alguma coisa contra o papa, porque já quando Bento XVI esteve em Portugal, a administração tomou a mesma atitude”. Para Nelson Pinto o “despacho é claro e aplica-se a organismos sob administração directa e indirecta do Estado”.

No texto do despacho pode ler-se: “é concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos no próximo dia 12 de maio de 2017”. Não sendo óbvio, numa leitura por leigos,  se a palavra desconcentrados poderá incluir hospitais EPE, como o Hospital de Guimarães.

A leitura que o Hospital faz do despacho é distinta da dos enfermeiros. José Luís Costa, diretor do departamento de comunicação do Hospital da Senhora da Oliveira, afirma sobre o despacho que “o Hospital não está na administração direta e o mesmo não se refere ao setor empresarial do estado. Nessa matéria existe uma certa autonomia, embora com as devidas diferenças, um pouco semelhante às câmaras municipais”. Ainda assim, e no sentido de “não defraudar expectativas” dos utentes com consultas e exames marcados, o Hospital decidiu dar tolerância de ponto, apenas durante a tarde de sexta-feira, mesmo assim, com a condição de os atos que não forem realizados serem reagendados no espaço de uma semana.

Os enfermeiros, entretanto, reportaram internamente para o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses que hoje têm uma reunião no Ministério da Saúde, onde esperam falar sobre este assunto. Caso a posição da administração do Hospital não se venha a alterar, Nelson Pinto afirma que “faremos uma queixa junto do Autoridade para as Condições de Trabalho e da Inspeção Geral das atividades em Saúde.

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