FESTIVAL HÚMUS CELEBRA 150 ANOS DE RAUL BRANDÃO

Conversas com autores e músicos, leituras encenadas, passeios, concursos e lançamentos literários, entre outras atividades, Guimarães será palco da homenagem a Raul Brandão até domingo. Festival levará ao concelho programação para todas as idades. Luís Represas encerra primeiro dia.

Uma semana de eventos em torno do escritor Raul Brandão, por ocasião da comemoração dos 150 anos do autor de Húmus, assinala o primeiro festival literário de Guimarães, promovido pela Câmara Municipal, com início esta terça-feira, 07 de março, dia em que a Biblioteca Municipal Raul Brandão celebra o seu 25º aniversário, motivo pelo qual ali decorre integralmente o primeiro dia de atividades de um certame que se prolonga até domingo, 12 de março.

A estreia do festival encerra com uma conversa com o músico e compositor Luís Represas, esta terça-feira, às 21:30 horas. Tito Couto será o moderador da iniciativa que abordará a importância dos poetas e da poesia do autor do tema musical “Perdidamente”. Antes, às 15h00, principia o espetáculo de marionetas “História do Caracol que Descobriu a Importância da Lentidão”, seguindo-se uma hora depois uma conversa com o jornalista radiofónico Fernando Correia, na rubrica “A Voz que Vem até Vós”, com moderação de Hélder Gomes. O dia começou, entretanto, com um jogo infantil e com o lançamento do livro “De Dia Podo Árvores, À Noite Sonho”, de João Manuel Ribeiro.

Na quarta-feira, 08, esão programadas duas visitas de autores a duas escolas. Às 09h45, Anabela Dias estará na EB 2,3 de Briteiros e Marta Madureira visita a EB 2,3 de Abação a partir das 14h00. Neste horário, tem também início a intervenção urbana no espaço público “Raul Brandão, Passo a Passo”. Nos pontos de maior circulação pedonal, com recurso a “stencils”, serão pintadas frases literárias. Às 21h00, no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor, a cantautora Rita Redshoes fala sobre o processo de escrita e composição das músicas que fazem parte do seu reportório. Uma hora depois, no mesmo local, tem início o Teatro da Alma, uma peça de dor e de sonho.

Na quinta-feira, 09 de março, há nova visita de autor a uma escola, desta vez com Adélia Carvalho na EB 2,3 Moreira de Cónegos, a partir das 10h15. De tarde, às 15h00, na Sociedade Martins Sarmento, é apresentado o livro “O Senhor da Casa do Alto”. Logo depois, às 15h15, em Nespereira, na EB1 de Arrau, decorre a sessão especial “Raul Brandão, Terra e Mar”. A iniciativa, que terá a presença da poveira Manuela Costa Ribeiro, programadora do Festival Correntes d’Escritas, abordará a importância da atividade piscatória e a sua ligação à obra do romancista, seguindo-se a plantação de uma árvore em homenagem a Raul Brandão. Às 21h00, tem início a sessão solene comemorativa do aniversário da Sociedade Martins Sarmento, onde se inclui “Um Sonho Adiado”, leituras encenadas a partir de diálogos inéditos do espólio.

Com início às 15h00, a tarde de sexta-feira, 10, será preenchida com a iniciativa “Raul Brandão Vem à Rua”.

Elementos de associações vimaranenses, que apresentarão espetáculos baseados na obra de Raul Brandão durante o fim-de-semana, vão antecipar e promover o trabalho em vários pontos da cidade, fazendo leituras encenadas de excertos. À mesma hora, na EB1 de Arrau, é apresentado o livro “O Senhor da Casa do Alto” e às 18h00, também em Nespereira, João Manuel Ribeiro dá a conhecer o livro infantil “De Dia Podo Árvores, À Noite Sonho”. O dia termina no Centro Cultural Vila Flor, com a sessão de abertura do festival agendada para as 21h00. Francisco José Viegas estará à conversa com Abraão Vicente, ministro da Cultura de Cabo Verde, e o escritor e juiz jubilado Álvaro Laborinho Lúcio. Às 22h00, no Pequeno Auditório, principia “O Maior Castigo (1902)”, a partir de relatos da peça perdida.

No sábado, 11 de março, a Sociedade Martins Sarmento recebe, a partir das 10h00, o colóquio “O Sonho em Marcha”, com vários conferencistas e, de tarde, o CCVF volta a ser o ponto de encontro para Raul Brandão. Às 15h00, o Grande Auditório recebe a peça “O Gebo e a Sombra (1923)” e no Café Concerto, às 16:30 horas, decorre “A Pedra Ainda Espera Dar Flor”, a partir das Crónicas de Teatro (1895-1929). No Pequeno Auditório, às 18h00, tem início “O Doido e a Morte (1923)”, enquanto à noite, a partir das 22h00, de novo no Grande Auditório, é exibida a performance “Jesus Cristo em Lisboa (1927)”.

Ainda no sábado, às 18h00, na Sociedade Martins Sarmento, são lançados os livros “Memórias” e “Húmus”. O dia termina na Biblioteca Municipal Raul Brandão, com uma mesa redonda onde participam Fernando Pinto do Amaral e Inês Pedrosa, com moderação de Pedro Vieira. A partir das 21h30, tem início a sessão pública subordinada ao tema “O que ficou de Raul Brandão na Literatura Contemporânea”. Às 22h30, também na Biblioteca, decorrerá “Poemas no Quarto Escuro”. Apelando ao poder da palavra e potenciando esse poder pela via sensorial, Alexandra Gonçalves, Catarina Wallenstein, Kalaf Epalanga e Renato Filipe Cardoso concebem um espetáculo partindo do princípio que as luzes estão apagadas, lendo textos de Raul Brandão e poemas de vários autores.

O festival encerra no domingo, 12 de março, no dia em que o dramaturgo completaria 150 anos. Às 10h00, começa o passeio “Ler a Cidade”, atividade em que o escritor Miguel Real desafia o público a viajar acompanhado da história da cidade onde decorre o “Húmus”, num passeio à descoberta dos recantos de Guimarães pela voz de um ficcionista apaixonado pela História. Às 11h00, no Largo de Donães, é inaugurado o Jardim Rauliano, com leitura de poema de Herberto Hélder e intervenções musicais por jovens do concelho. Às 15h00, na Biblioteca, fala-se sobre “Raul Brandão e a Imprensa”, com Nuno Costa Santos, Rui Tavares e Pedro Vieira. Uma hora depois, realiza-se a entrega de prémios aos vencedores do concurso “#RBCool” e, às 17h00, há uma conversa com a fadista Aldina Duarte, fã confessa de “Húmus”, de Raul Brandão.

Às 15h00, no Grande Auditório do CCVF, começa “A Noite de Natal (1899)” e, às 16h30, no espelho de água e jardins do Centro Cultural decorrem as performances “Eu Sou um Homem de Bem (1927)” e “O Rei Imaginário (1923)”. Às 18h00, tem início “O Avejão (1929)” no Pequeno Auditório do Centro Cultural Vila Flor e, a partir das 21h45, há sessão de cinema “O Gebo e a Sombra”, no Grande Auditório. A sessão de encerramento do festival decorrerá às 18h00, na Biblioteca Municipal Raul Brandão, com Francisco José Viegas, comissário do evento, Adelina Paula Pinto, Vereadora da Câmara Municipal, e Domingos Bragança, Presidente do Município de Guimarães.

 

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