FRANCISCO TEIXEIRA

Nome completo

Francisco José Alves Teixeira

Nascimento

21 de março de 1967

Guimarães

Profissão

Professor

O sétimo de uma família onde a mãe era operária e o pai era funcionário dos extintos CTT/TLP, a empresa que precedeu a PT e os CTT e que reunia os correios e as telecomunicações do país. Nasceu no coração da cidade, na rua D. João I. Cinco raparigas e dois rapazes dão muita despesa, mesmo assim, Francisco Teixeira afirma que nunca conheceu dificuldades para além do normal. “Era tudo rapado” mas relativamente ao básico nunca nada faltou. Francisco foi, como muitos da sua geração, o primeiro da família a ter formação superior. O ensino, as escolas por onde se passa, os mestres e os colegas que se encontram têm sempre muitas influência na formação do individuo, no caso de Francisco Teixeira, pode dizer-se que o processo foi um passo mais além. A escola e o ensino, fazem parte da sua constituição.

“Devo aquilo que sou ao 25 de abril”, Francisco Teixeira

“Devo aquilo que sou ao 25 de Abril”, diz várias vezes e reforça esta ideia com outras frases. A consciência profunda de que não seria o homem que é se a revolução não tivesse universalizado o ensino marca-o profundamente. Algures entre essa certeza de que outro teria sido o seu futuro e a vontade de também deixar aos filhos e aos netos (que virão) um país com a porta do elevador social aberta, nasce a paixão pela educação. “Não me vejo a fazer outra coisa a não ser ensinar”, afirma perentório. Além de ensinar é um defensor acérrimo de várias formas e em diversas plataformas de um ensino público gratuito e universal.

Não sendo crente licenciou-se na Universidade Católica, em Braga, onde voltou, depois de fazer o mestrado na Universidade do Minho, para fazer o doutoramento. Reconhece a esta casa de jesuítas uma enorme abertura ao conhecimento. A relação com os temas da religião está presente no trabalho que tem publicado e hoje afirma-se cada vez mais religioso, sem que isso implique a crença. Faz um parêntesis na entrevista e sobrepõe-se o professor de filosofia: explica ao jornalista a diferença entre uma religião exotérica, exterior ao individuo, que implica crença em alguma coisa e uma religião esotérica que é vivenciada interiormente. Coloca-se a si nesta segunda categoria.

É o homem político, foi-o desde cedo. Ainda jovem, pelos bancos da Escola Secundária da Veiga e mais tarde na Martins Sarmento, já militava na Juventude Socialista. Chegou a ser membro do secretariado-geral da Juventude Socialista e coordenador distrital da JS, com António José Seguro. Foi vereador com 24 anos. Sobre este tempo na vereação afirma que “talvez tenha sido demasiado cedo”. Lembra o Guimarães jazz como uma marca que perdura desse período no poder local.

“Se estivesse no PS estaria à esquerda dentro do partido”, Francisco Teixeira

Rompeu com o PS tão precocemente como se envolveu. Aos 30 anos virou as costas ao partido da sua juventude. “O partido não me desiludiu e eu continuo a ser socialista…se estivesse no PS estaria à esquerda dentro do partido”, afirma Francisco Teixeira. Acrescenta que se reconhece muito neste PS, “que é uma referência na Europa”. Sobre a solução de governo encontrada à esquerda diz-se “um fã crítico, há sinais de stress, a política é o estado do possível e não do ótimo”.

A abertura ao debate de ideias é uma marca que percorre a sua vida, desde a política à atividade sindical, passando pelo ensino e invadindo mesmo o espaço familiar. É casado com a namorada dos tempos de escola e tem dois filhos, um rapaz, de 21 anos, a frequentar o primeiro ano de mestrado e uma rapariga de 15 anos, a completar o nono ano. “Lá em casa para cada assunto há quatro opiniões e debatemos frequentemente, os três têm ideias muito próprias e eu já raramente levo a melhor”, afirma divertido.

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