GREVE DOS PROFESSORES COM A MAIOR ADESÃO DE SEMPRE

A greve dos professores, na quarta-feira, dia 15, foi a paralisação que reuniu a maior adesão de sempre em Guimarães. “Isto demonstra a força com que os professores estão nesta luta”, afirma Osvaldo Ramos, da direção do Sindicato dos Professores do Norte.

A luta dos professores está relacionada com a progressão nas carreiras, mais concretamente, com a contagem do tempo de serviço em que as carreiras estiveram congeladas. Osvaldo Ramos lembra, porém, que esta não é a única questão que preocupa os professores e enumera mais quatro, que considera fundamentais: os concursos e as regras que os regem; o regime específico de aposentação dos professores; o horário de trabalho e a indefinição entre componente letiva, não letiva e individual; e a gestão e administração das escolas a par coma municipalização do ensino.

O grande resultado da paralisação, de dia 15 de novembro, foi a marcação para o dia seguinte, à 19h00, de uma reunião no Ministério da Educação. “Pelo menos abriu-se um processo negocial”, conclui o sindicalista. Para Osvaldo Ramos o reunião de quinta-feira, dia 16, não será conclusiva porque “está prevista para durar apenas uma hora”, no entanto, acrescenta, “terá que haver um sinal por parte do Governo de que está disposto a negociar”.

As consequências se o Governo não mostrar esta abertura para negociar poderão ser “semelhantes ao que aconteceu no tempo da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, quando metemos 120 mil professores na rua, parece que este Governo já se esqueceu”. Em entrevista ao Expresso, o secretário-geral da Fenprof também afirmou que mais ações de luta poderão ser anunciadas no final das reuniões desta tarde, caso o Governo não dê resposta positiva às pretensões dos sindicatos.

As reuniões de quinta-feira, dia 16, foram anunciadas pelo Governo 24 horas antes da greve, num gesto que foi interpretado como uma tentativa de impedir o protesto. O Governo já veio dizer que a progressão dos professores na carreira não pode ter impacto no orçamento, até ao final da legislatura, e é aqui que reside o obstáculo aparentemente mais difícil de ultrapassar. “Nem nos passa pela cabeça que o Governo, que termina o seu mandato em 2019, nos venha dizer que o tempo só começa a ser recuperado em 2021”, disse Mário Nogueira ao Expresso. Para os professores é fundamental “que fique um sinal no orçamento de 2018” e “mais que um sinal no de 2019”.

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