GUIMARÃES É O TERCEIRO MAIOR EXPORTADOR DO NORTE

Durante segunda conferência dos VI Foruns Norgarante, que decorreram na quinta-feira, dia 16, em Braga, o coordenador do Gabinete de Estudos e Avaliações de Políticas Regionais da CCDR-N realçou que “o ritmo de crescimento nominal das exportações da região do Norte, nos últimos três anos, não foi alcançado, em termos médios anuais, por nenhum dos principais intervenientes no comércio mundial” com que Portugal se relaciona.

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O Norte é quem mais contribui para o crescimento das exportações, mesmo assim, tem o PIB per capita mais baixo

O dinamismo exportador que a região Norte vem registando está ao nível da evolução mais positiva das principais potências do comércio mundial. Segundo Eduardo Pereira, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), “ o crescimento muito assinalável da competitividade das exportações” de bens e serviços da região, nos últimos três anos, representa uma “evolução com grande impacto” na economia regional e do país e supera os melhores indicadores exibidos pelas principais economias exportadoras do mundo.

Eduardo Pereira explicou que entre 2013 e 2016 a taxa média de crescimento anual das exportações nortenhas foi de 5,9%, bem acima da média do país, que nos últimos três anos se ficou pelos 1,9%, superando mesmo a mediana das vendas ao exterior da União Europeia, da China e dos EUA, no mesmo período.

Com mais de 20,4 mil milhões de euros em exportações de mercadorias, a região Norte foi responsável, em 2016, por 41% das vendas nacionais ao estrangeiro, assumindo-se como a principal base exportadora de Portugal e motor da nossa economia. Com uma população de 3,6 milhões de habitantes, nesta região operam perto de 397 mil empresas, dos mais diversos setores de atividade, o que equivale a 32% do tecido empresarial nacional. A região responde por cerca de 30% para o PIB português, um peso que tem aumentado nos últimos anos, em grande parte devido ao incremento das exportações e diversificação dos mercados que compram bens e serviços “made in Portugal” as empresas nortenhas.

O comércio internacional tem estado, nas últimas décadas, no foco das empresas da região Norte, em que se destacam o setor têxtil e do vestuário, a fileira automóvel, a produção de máquinas, aparelhos e material elétricos, o calçado, os produtos da fileira florestal e os metais comuns.

No ano passado, as empresas nortenhas exportaram mercadorias no valor de 20 453 milhões de euros, enquanto as importações atingiram os 14 687 milhões de euros, gerando um excedente comercial de 5.766 milhões de euros. Mais de metades destas exportações são geradas por oito concelhos: Vila Nova de Famalicão (1,9 mil milhões de euros exportados em2016), Maia (1,45 mil milhões), Guimarães (1,40 mil milhões), Vila Nova de Gaia (1,38 mil milhões), Santa Maria da Feira (1,30 mil milhões s), Braga (1,11 mil milhões), Porto (mil milhões de euros) e Viana do Castelo (827,7 milhões).

Apesar destes resultados o Norte de Portugal é, mesmo assim, a região do território continental com o PIB per capita mais baixo e a que mais sofre com o desemprego.

Em 2015, segundo os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) o índice de disparidade do PIB per capita da região Norte foi de 84,5%, o mais baixo entre todas as regiões do continente, e inferior em 49,6% em relação ao índice registado na Área Metropolitana de Lisboa, que foi de 134,1% e é o mais elevado do país.

No terceiro trimestre deste ano, o desemprego no Norte de Portugal continuou a acompanhar a tendência de diminuição registada no país, mas esta continua a ser uma das regiões com a taxa de desemprego mais alta, situando-se nos 9,3%, acima dos 8,5% do mesmo indicador estimado para o total do país.

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