JÚLIO MENDES “OS NOSSOS ADEPTOS SÃO OS MELHORES DO MUNDO”

O Presidente do Vitória, Júlio Mendes, revela a ambição de voltar a conquistar a Taça de Portugal, naquela que vai ser a segunda presença enquanto responsável máximo do clube.

A entrevista está publicada na edição de maio da Mais Guimarães – A revista da Cidade Berço, disponível gratuitamente nos quiosques de todo o concelho, na compra do Jornal Mais Guimarães. Na edição de maio, a revista apresenta a história das 7 finais em que o Vitória Sport Clube marcou presença nos últimos 75 anos (1942-2017), com os plantéis, os casos, as imagens e os testemunhos de alguns jogadores preponderantes nesses momentos, como Osvaldinho, Basílio, Flávio Meireles ou Alex.

A entrevista a Júlio Mendes, o primeiro presidente do Vitória a alcançar duas finais da Taça de Portugal, também o primeiro a conquistá-la, em 2013.

Como explica duas presenças na final da Taça de Portugal, em cinco anos ao leme do clube?

É uma pergunta difícil. Explica-se por um conjunto muito grande de pessoas que trabalham para esse objetivo de uma forma apaixonada e séria. Eu sou o rosto visível do projeto e, no fundo, cabe-me a mim coordenar e traçar aquelas que são diretivas mais importantes. E, como refiro, só é possível porque há um conjunto muito grande de pessoas, umas mais profissionalizadas, outras “pró bono”, para elevar o patamar do clube a um patamar de excelência e colocá-lo no lugar que merece.

Sente-se orgulhoso por ter sido o primeiro Presidente a conquistar a Taça de Portugal?

Sim, claro. Julgo que é um sentimento normal. É a primeira Taça. O clube nunca tinha conseguido um título destes. Portanto, é natural que me sinta orgulhoso, mas, essencialmente, sinto uma satisfação muito grande por ter sido eu a ter a sorte de ter proporcionado a dezenas de milhares de vitorianos, vimaranenses e simpatizantes que estão espalhados por todo o mundo.

O clube está a entrar numa “nova era” nas competições nacionais?

Isso era ver as coisas de uma perspetiva simplista. A equação tem variáveis complexas que estão constantemente a transformar-se, de ano para ano, de época para época, forças que entram e outras que saem, jogadores que entram e outros que saem. Portanto, é necessário todas as épocas repensar toda a estratégia. Se me perguntar se estamos a dar passos firmes para ter uma estrutura cada vez mais inteligente, cada vez mais profissional e cada vez mais experiente, isso estamos e torna-nos mais fortes.

Quando disse que esta época tinha um dos plantéis “mais fortes da história”, estava consciente disso ou foi uma forma de motivação?

Nos momentos que temos de comunicar, temos que fazer sempre um misto de enviar a mensagem e de provocar o impacto que queremos para depois ser mais fácil conduzir o destino das instituições. De facto, essa ideia que fiz passar tinha um duplo sentido: criar a confiança necessária, depois de alguns anos de discurso de vida difícil, e nós, mas também os sócios precisávamos, de um discurso de otimismo; também por convicção, porque o plantel que tinha sido construído por mim e por aqueles que comigo colaboram tinha potencial. Quando fiz essa declaração estava absolutamente convencido que estava a falar a verdade às pessoas.

É um plantel que pode trazer a segunda Taça do Jamor?

Uma final é sempre um jogo especial, com um grau de incerteza enorme, e, por isso, tem tanta emotividade à sua volta. O Vitória é um clube especial, com uma massa de adepta que acompanha e faz de uma forma absolutamente singular o clube ser uma realidade especial no panorama nacional. Estou convencido que, desse ponto de vista, estaremos mais forte no Jamor, porque contamos com os nossos sócios, eu conto com eles, e sei do que eles são capazes, que são especiais, que adoram o clube, que sentem, que vivem e que choram. Num contexto especial, como uma final, tudo é possível, a incerteza vai estar até ao último minuto e não vai ser fácil para nenhuma das equipas. Mas vamos, e eu pessoalmente vou, com todo o otimismo que fui na outra final, com uma fé inabalável que vamos discutir a vitória e tenho a certeza que a equipa vai deixar a “pele em campo” para trazer a taça.

Os adeptos a continuam a conseguir surpreendê-lo?

Os adeptos do Vitória surpreendem-me todos os dias. Sempre que lançamos um desafio, eles são capazes de fazer, ultrapassar e superar. Temos tido manifestações no nosso estádio, no D. Afonso Henriques, nunca antes vistas. É sequência também de um trabalho dos responsáveis, que fazem-no de forma pensada com estratégia, mas, de outro lado, é preciso ter sócios excecionais e especiais, que são os melhores do mundo e capazes de interpretar as nossas ideias, de sentir aqueles que são os nossos “input’s” e de transformar o Afonso Henriques num espetáculo fora daquilo que se tem visto no panorama desportivo nacional.

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