L’AGOSTO REFORÇA PESO DA MÚSICA NA DINÂMICA URBANA DA CIDADE

O novo festival começa hoje e prolonga-se até 12 de agosto.

A cena alternativa em Guimarães está em ascensão de há uns anos para cá e, neste ano, estende-se a agosto, com um festival assumidamente urbano, que se prolonga por três dias e faz da diversidade de estilos um dos seus trunfos. Outro dos trunfos é o local: um jardim rodeado de história, entre o museu Alberto Sampaio e a muralha medieval.

O L’Agosto vai reforçar a cena musical que tem florescido na cidade-berço nos últimos anos, com novas bandas a subirem à ribalta e eventos como a Missa do Galo, o Mucho Flow e o Suave Fest, numa fase do ano dominada pelos grandes festivais do verão, entre os quais o Paredes de Coura, que se assume como “farol” no cenário alternativo.

O novo festival prolonga-se de 10 a 12 de agosto, mês bem vincado no seu próprio nome, que alude, em jeito de brincadeira, ao regresso a casa dos muitos emigrantes da diáspora portuguesa. “É um nome brincalhão, mas que fica na cabeça. É um nome que remete para o universo emigrante”, contou José Pedro Correia, membro da Elephante MUSIK, promotora do evento, em parceria com o Estúdio Lobo Mau e com a Câmara Municipal.

O também membro dos Paraguaii confessou que o nome estava a ser cogitado no ano passado, aquando da organização do festival antecessor, o Passa a Praça, e referiu que o evento, com três dias, tem já um “cartaz de festival médio”, com “algum relevo”, que acaba por ser a “evolução natural” do trabalho já realizado e da vontade de querer “fazer algo maior”.

A diversidade é uma das marcas do novo festival, com a estética musical predominante a variar de dia para dia. O primeiro, marcado pela “world music”, traz ao coração da cidade projetos de Kimi Djabaté, artista da Guiné-Bissau que domina vários estilos africanos e vai apresentar o álbum mais recente, Kanamalu (2016), e do duo luso-brasileiro Spicy Noodles, com teor eletrónico. Pelo meio, o mundo condensa-se na cidade-berço e leva ao palco El Rupe, trio que funde vários estilos numa sonoridade difícil de catalogar, apesar das teclas terem, no mais recente álbum, “Suite 3,14”, um “papel” mais “melódico” do que no álbum anterior, mais “improvisado”, assume o guitarrista Samuel Coelho.

O recinto é o outro protagonista

Além dos músicos que vão atuar para a plateia, o protagonismo também recai sobre o sítio pelo qual o som e a luz se vai propagar. O jardim do museu Alberto Sampaio, aninhado perante o que resta da muralha da cidade medieval, vai permitir aos espetadores apreciarem a música bem no “coração” de Guimarães e, simultaneamente, protegidos do movimento na vizinhança.

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