MARTINS SARMENTO TEM 11 ATLETAS NA UNIDADE DE APOIO AO ALTO RENDIMENTO

A Escola Secundária Martins Sarmento é, a partir deste ano letivo, uma “escola piloto” do programa de Unidades de Apoio ao Alto Rendimento (UAARE).

As Unidades Unidades de Apoio ao Alto Rendimento na Escola (UAARE) foram criadas por despacho conjunto n.º 9386-A/2016, de 21 de julho, dos Gabinetes da Secretária de Estado Adjunta e da Educação e dos Secretários de Estado da Educação e da Juventude e do Desporto e visam complementar as medidas de apoio que já anteriormente existiam, mas que não estavam a cumprir os objetivos.

Adelino Rodrigues o professor acompanhante – assim se chama o professor responsável por ligar, atletas, federações e professores – na Escola Martins Sarmento afirma que “tenho esperança que pelos bons resultados que estamos a ter, no próximo ano seremos ‘escola de rede´ ”. A diferença entre uma “escola de rede” e uma “escola piloto” está nas ferramentas digitais para apoio dos alunos à distância e na possibilidade de associar outras escolas. A associação de outras escolas é importante porque nem sempre a escola que faz parte do projeto tem os cursos que interessam aos alunos, ou, como é o caso este ano em Guimarães, há alunos que atingem patamares de excelência antes de chegarem ao ensino secundário.

Apesar de formalmente não haver ainda escolas associadas, três atletas do Clube de Ginástica de Guimarães, vindas da Maia, estudam este ano na Escola João de Meira. “As UAARE apoiam três tipos de atletas: os de alta competição, com estatuto reconhecido, os que estão integrados em trabalhos de seleção e os atletas com elevado potencial para o futuro”, explica Adelino Rodrigues. Logo no primeiro ano, há  11 alunos, de cinco modalidades (futebol, masculino e feminino, andebol, xadrez, voleibol e hóquei em patins) integrados na UAARE da Martins Sarmento.

No ano letivo 2016/17, o pojeto-piloto UAARE foi implementado em quatro escolas: E.S.Amélia Rey Colaço – Oeiras; E.S. de Rio Maior – Rio Maior; E. S. de Fontes Pereira de Melo – Porto e E.S. de Montemor-o-Velho. Neste segundo, fruto dos bons resultados alcançados, já são 10 as escolas a integrar este projeto que nasceu do sucesso do Gabinete de Apoio ao Alto Rendimento (GAAR) de Montemor-o-Velho. Esta estrutura de apoio, criada em 2009, teve resultados muito positivos: campeões nacionais, medalhas internacionais, alunos integrados no projeto olímpico e junta a tudo isto uma taxa de sucesso escolar acima dos 90%.

 

As UAARE visam uma articulação eficaz entre os agrupamentos de escola, os encarregados de educação, as federações desportivas e seus agentes e os municípios. Em cada uma das escolas são formadas equipas pedagógicas UAARE que tem como objetivo desenhar, implementar e acompanhar o processo pedagógico e de apoio psicológico para cada um dos alunos envolvidos, tendo em consideração as suas particulares necessidades. No âmbito do projeto estão a ser criadas, em parceria com a Microsoft, ferramentas de apoio ao estudo à distância que permitem aos professores interagirem com os alunos, em tempo real, independentemente da sua localização.

Não foi o caso de uma atleta de futebol da Escola Martins Sarmento, porque sendo uma “escola piloto”, ainda não tem acesso a esta ferramenta. Mesmo recorrendo apenas ao email “esta aluna teve resultados muito satisfatórios nos primeiros testes, apesar de ter passado metade do tempo de aulas em trabalhos de seleção”, sublinha Adelino Rodrigues.

Victor Pardal, o responsável nacional pelo projeto UAARE, ilustra a importância deste trabalho com números: “nos países desenvolvidos há entre 2 e 11 por cento de atletas/estudantes que desistem, em Portugal essa taxa é de 30%”. No projeto UAARE e no seu predecessor, o GAAR, “já ficou demonstramos que conseguimos não só taxas de sucesso escolar acima dos 90%, como uma taxa de desistência muito baixa”.

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