O NASCIMENTO DO BUSTO DA REPÚBLICA

A ideia que temos do escultor a retirar de um bloco de pedra, sem qualquer preparação, uma bela escultura não podia andar mais longe da realidade. Desde que o Homem sonha até que a obra nasce há todo um processo. A escultora Adália Alberto, autora do busto da República, que no passado dia 25 de Abril foi oferecido, pela Associação Artística Vimaranense, à cidade de Guimarães, explica como chegou ao resultado final, que agora podemos contemplar.

O pantógrafo permite passar os pontos do gesso para a pedra

Antes de mais a escultora salienta o desafio que foi fazer uma escultura original de uma imagem tantas vezes retratada que acaba por fazer parte do nosso imaginário coletivo. O desafio foi lançado por Francisco Teixeira e a ideia inicial era colocar o busto na rua Gil Vicente, em frente à sede da associação, porém, na primeira inauguração do busto, o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, aceitou o repto de nomear um espaço público da cidade em homenagem à República. Com esta alteração de localização o busto ganhou ainda mais relevo. Para Adália Alberto “a responsabilidade é grande como o próprio nome indica é Pública é de Todos, estará exposta a todo o tipo opiniões através das muitas gerações que a vão observar”.

O primeiro busto é feito em barro

O processo começou com um estudo fotográfico, no Grémio  Lusitano, em Lisboa, mas depois Adália criou aquilo a que  chama “a minha República”, admitindo que alguns poderão não gostar ou dizer que fariam de outra forma. As críticas, no entanto, têm chegado positivas. Da ideia passou ao barro em tamanho real. Foi esta maqueta em barro que a ASMAV aprovou, “com uma pequena alteração, fácil e interessante”. Do barro Adália Alberto passou para o gesso e é a partir desta maqueta em gesso que, com recurso ao pantógrafo são retirados os pontos para a pedra e unem-se. É assim que o trabalho final fica tão semelhante à maqueta.

O busto final é feito em calcário

“Iniciei a obra em 2015 e foi concluída em fevereiro de 2016”, diz Adália Alberto. Contabilizando as horas dedicadas ao trabalho, ao longo deste tempo, a obra, em vidraço ataíja creme (um tipo de calcário), levou dois meses e meio a fazer.

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