O PESO DA FATURA DA ÁGUA SOBRE OS VIMARANENSES

 A fatura da água é constituída por mais do que apenas o custo da água, estão lá contidos os custos do abastecimento, saneamento e resíduos sólidos urbanos. A DECO fez um simulador que permite saber quanto se paga em cada município, tomando por base um consumo de 10 ou de 15 metros cúbicos mensais. O Mais Guimarães usou este simulador para verificar quanto gastam as famílias em Guimarães e nos municípios vizinhos, com a fatura da água.

O resultado coloca Guimarães no terceiro lugar de seis municípios usados neste comparativo. Claramente mais acessíveis que Guimarães são Braga, Póvoa de Lanhoso e Felgueiras. Vila Nova de Famalicão apesar de mais caro do que Guimarães, a diferença no total anual varia entre nove e 11 euros, pelo que, na prática, se pode dizer que os preços são idênticos. O Município de Santo Tirso é o que pratica preços notavelmente mais caros.

Tanto o cálculo do custo do saneamento como os resíduos sólidos urbanos é feito com base no consumo de água. Quanto mais água gastar, mais elevado é o montante a pagar. Segundo a DECO, “separe-se ou não o plástico, o metal, o papel, o cartão e o vidro, o resultado é o mesmo em 90% dos 308 municípios” analisados: o cálculo do valor dos resíduos incide sempre na quantidade de água que se gasta todos os meses. É o caso em Guimarães, com exceção do que acontece nas ruas do centro histórico, onde funciona o sistema PAYT (pay as you throw, ou seja paga na medida do que deitas fora, numa tradução livre).

A própria DECO na sua página de internet afirma que, “separar o consumo de água e a cobrança do serviço de resíduos seria da mais elementar justiça”.

Segundo a investigação da DECO o peso do custo dos resíduos na fatura da água dos municípios é, em média, de 20 %. Em Guimarães esse peso anda varia de 35 a mais de 40%.

O município com a fatura da água mais baixa é Felgueiras, onde uma família que gaste 15 metros cúbicos de água por mês paga anualmente 313,20 euros, menos 123,28 euros que um vimaranense nas mesmas condições. Na Póvoa de Lanhoso, nas mesmas condições, a fatura fica por 357,96, o que ainda representa uma poupança de 78,52 euros. A poupança de um bracarense nestas mesmas condições fica-se pelos 64, 29 euros anuais. As famílias de Famalicão e de Santo Tirso com os mesmos consumos, pagam mais que em Guimarães, se bem que, no caso dos famalicenses o acréscimo é de apenas 9,02 euros.

De uma forma geral os custos da fatura da água são sempre mais elevados em Guimarães que em Braga, Felgueiras e Póvoa de Lanhoso e mais acessíveis que em Famalicão e Santo Tirso. Mesmo quando há parcelas mais baratas no total, nestes dois últimos municípios, os custos são sempre mais elevados. Em Guimarães o abastecimento de água e o saneamento são da responsabilidade da Vimágua, a recolha de resíduos é da responsabilidade da Câmara Municipal. A Vimágua é uma empresa intermunicipal detida pelos municípios de Guimarães e Vizela. Na Póvoa de Lanhoso e em Felgueiras, os dois municípios com a fatura mais baixa, os três serviços são providenciados pelas câmaras, tal como em Famalicão. Em Braga o abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos é da responsabilidade da AGERE, uma empresa municipal, em que a Câmara de Braga detém a maioria do capital, tendo sido alienados 49%. Em Santo Tirso, o município onde a fatura é mais pesada, há uma entidade para cada serviço: a Indaqua faz o abastecimento de água; a Águas do Norte faz o saneamento e a Câmara Municipal faz a recolha dos resíduos sólidos urbanos.

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