O PREÇO DE TER TETO EM GUIMARÃES

Com os números referentes aos dois primeiros trimestres do ano já é possível fazer um retrato do mercado imobiliário em 2017. Os números divulgados pelo INE referentes ao segundo trimestre de 2017 permitem, não só verificar que o mercado está se boa saúde, mas também que comprar casa em Guimarães é mais caro que em Braga.

O preço mediano, por metro quadrado, dos alojamentos familiares vendidos em Guimarães foi de 688 euros, acima do valor do mediano do metro quadrado na cidade dos arcebispos, que se fica pelos 656 euros. Dos concelhos à volta de Guimarães é Felgueiras que tem o preço de metro quadrado mais acessível, com 578 euros. Com 200 mil euros, em Felgueiras é possível comprar um alojamento com 346 metros quadrados, ao passo que com o mesmo orçamento, em Guimarães o espaço do alojamento teria que ficar limitado aos 290,7 metros quadrados.

Dos concelhos vizinhos o mais caro, e o único que supera Guimarães em preço por metro quadrado dos alojamentos vendidos, é Vila Nova de Famalicão. No Município de Famalicão o preço médio dos alojamentos familiares, vendidos no segundo semestre do ano, foi de 715 euros por metro quadrado. Neste caso, os mesmos 200 mil euros só chegariam para comprar uma casa com 279,7 metros quadrados.

Além de Braga e Felgueiras, nas proximidades de Guimarães e com preços mais baixos estão, Fafe (616 euros), Póvoa de Lanhoso (617 euros) e Santo Tirso (657 euros).

O Município de Guimarães posiciona-se como tendo alojamentos mais caros que a média da região do Ave, que ficou nos 671 euros por metro quadrado, mas claramente abaixo da região Norte como um todo, que é puxada para cima pelos preços do concelho do Porto e envolventes. No Porto o metro quadrado dos alojamentos familiares anda nos 1 171 euros. O que quer dizer que os 200 mil euros nesta cidade só dariam para comprar uma casa com 170 metros quadrados.

O local onde as casas são mais caras em Portugal é a capital, onde o preço mediano do metro quadrado atingiu no segundo semestre deste ano os 2 231 euros. Em Lisboa os 200 mil euros do exemplo só dariam para uns exíguos 89 metros quadrados.

O ano de 2017 vai bater recordes de compra e venda de casas em Portugal, com uma previsão de 140 mil transações, em contraste com o valor mais alto anterior, em 2010, de cerca de 130 mil operações. Neste momento estão a ser vendidas 26 casas por dia. Só uma movimentação muito inesperada no mercado poderia fazer com que o ano de 2017 não terminasse em alta.

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