O VITÓRIA ESTE ANO ESTÁ/ESTAVA “PROIBIDO” DE FALHAR! (Parte III)

por ALFREDO MAGALHÃES

Docente do Ensino Superior

A pressão, revestida das mais variadas formas, é um bom meio para dar novo alento à reversão de situações que, num primeiro olhar, poderia estar irremediavelmente perdida. E esse meio (a pressão)  tem uma grande eficácia quando o decisor é frágil e incompetente nas matérias que lhe estão subjacentes, mas também pode, em última análise, revelar-se absolutamente inócuo porque “já não há nada a fazer”…

 

Foi assim que, com esta pressão??? e a quatro dias do fecho do mercado, o nosso Vitória “atacou” um problema (tê-lo-á resolvido?) que deveria ter sido solucionado, com calma e devidamente planificado, em dois meses.

 

À pergunta retórica, se havia necessidade disto ter acontecido, impõe-se a devida resposta: não, nunca deveria ter acontecido! Tudo foi feito atabalhoada e desesperadamente, e com as dificuldades que se esperavam. E à pergunta, o que é que isto evidencia, a resposta mais clarividente: INCOMPETÊNCIA!

 

Há já algum tempo a esta parte que defendo reiteradamente uma política desportiva diferente, conforme disse em Fevereiro último, numa curta entrevista ao jornal “A Bola”. E já nessa altura, quando todos os indicadores mostravam que o Vitória estava financeiramente estável (confirmação feita por J. Mendes), eu reclamava uma justificação para o facto de continuarmos a agitar a bandeira da recuperação financeira (que já não colhe), em vez de investirmos numa equipa forte, independente e sem subserviências aos do costume (desta vez algo de estranho se terá passado!!!); uma equipa que correspondesse minimamente à enorme paixão desta incrível massa adepta.

 

O actual presidente fez “ouvidos moucos”, como tem sido seu timbre e tudo o que se passou neste final de Agosto veio dar razão a todos aqueles que “viram um bocado mais à frente”. O que aconteceu, desde a final da Supertaça até ao último jogo, em Paços de Ferreira, foi deprimente – sofremos 13 golos e na Liga fizemos 4 pontos em 12 possíveis.

 

Finalmente, e por amor à verdade, não posso esquecer, e que foi muito feio, e que eu não gostei nada, o facto de ter voltado a assistir a um triste espectáculo que, na minha opinião, não condiz com esta fantástica massa adepta – um presidente do meu Clube voltou a ser enxovalhado! Desejo muito sinceramente que isto não volte a acontecer. 0s nossos presidentes devem ser respeitados, independentemente das asneiras que cometem e de lhes podermos dizer as nossas verdades.

 

Não estamos contentes?Certamente que não! E por isso é importante que não “baixemos a guarda”, que percebamos que não há homens providenciais e que a perpetuação no poder traz muitos vícios e quase sempre maus resultados. A alternância no poder, seja em que circunstância for, é a mais salutar forma de vivência democrática. De resto, vem aí o tempo (eleições) que, com a sua inexorabilidade, se encarregará de criar possibilidades para mudar tudo!

Queiramos nós…

 

PS: No momento em que escrevo esta crónica (domingo, 03.09) ainda não tive oportunidade de ouvir uma entrevista de J. Mendes concedida a uma rádio local, onde terão “havido mosquitos por cordas”.

Prometo comentá-la um dia destes.

 

 

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