OBRAS DO PARQUE DE CAMÕES JÁ COMEÇARAM

Depois de ontem a empresa responsável pelas obras de construção do parque de estacionamento no quarteirão de Camões/Caldeiroa ter estado no local sem avançar com os trabalhos, hoje começaram efectivamente as obras.

As obras começaram apesar da polémica à volta de um parecer do ICOMOS (Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios) que a Câmara Municipal de Guimarães pediu em abril, e que lhe terá sido entregue em maio.  Este parecer, sobre o alargamento da zona classificada como Património da Humanidade, à zona de Couros, dá nota negativa à construção do parque de estacionamento naquele local. A Câmara Municipal afirma que só teve acesso ao parecer em setembro e que a presidente do ICOMOS não reuniu com o presidente do Município. Segundo a Câmara há técnicos do ICOMOS que serão favoráveis à construção do parque, ao que a presidente do organismo, Maria Ramalho responde afirmando que  “eu é que vínculo o ICOMOS, não impede que haja outras opiniões, porém, todos no ICOMOS são de opinião que o impacto do parque é negativo”. A Câmara, apesar dos repetidos pedidos do Mais Guimarães, da Assembleia Popular da Caldeirôa e do Bloco de Esquerda, durante a campanha eleitoral autárquica, não divulga publicamente o estudo.

A importância deste parecer, apesar de não ser vinculativo, tem que ver com o organismo que o imite: O ICOMOS é o organismo consultor do Comité do Património Mundial para a implementação da Convenção do Património Mundial da UNESCO. Como tal, avalia e dá parecer sobre as nomeações ao património cultural mundial da humanidade  e garante o estado de conservação dos bens. É uma organização não governamental global associada à UNESCO. A sua missão é promover a conservação, protecção, uso e valorização de monumentos, centros urbanos e sítios. Esta Comissão participa no  desenvolvimento de doutrina, evolução e divulgação de ideias, e orientações.

A Assembleia Popular da Caldeirôa continua a defender a construção no local de um parque de lazer, aproveitando a mancha verde que já existe no local.  Entretanto o Mais Guimarães sabe que há uma questão com inquilinos, ainda por resolver, que poderá acarretar processos judiciais que virão a atrasar as obras.

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