OS PRÓXIMOS PASSOS…

por Vasco Rodrigues

Antes de qualquer consideração, gostaria de agradecer o simpático convite endereçado pelo Eliseu Sampaio, director do MaisGuimarães, para ocupar este espaço de opinião, na presente semana.

Convite esse que sugeriu que procurasse dar uma visão diversa da realidade vitoriana, num momento em que as ambições são mais do que muitas e as ilusões engrenam nos nossos espíritos.

E nada melhor num periódico denominado de MaisGuimarães realçar também um momento em que se sente Mais Vitória, em que alguns seres mais ousados alvitram ser esta temporada uma das melhores dos últimos trinta anos e em que todos sonhamos ainda com o supremo momento de glória, a concretizar, no Jamor, a 28 de Maio próximo.

E, honestamente, há razões para isso!

A presente temporada está a exceder todas as previsões e a qualidade actual da equipa, orientada por um timoneiro sábio e tranquilo como é Pedro Martins, dá garantias de, pelo menos, lutar até ao último segundo do último desafio por tais desideratos.

Porém, apesar desses ansiados êxitos, urge pensar no futuro. E, esse futuro terá obrigatoriamente inquietações, que passam desde logo pelo constituição da espinha dorsal da equipa que, certamente, irá enfrentar a Liga Europa. Na verdade, e bem sabemos, que ou por opção, ou por falta de liquidez financeira, o Vitória apetrechou-se com jogadores cedidos: Célis, Hernâni, Marega, para citar alguns poderão não contar para o totobola na época futura. E aí residirá o desafio número um da direcção vitoriana. Saber dar o passo em frente, augurando um futuro não a um ano, mas projectando um planeamento, no mínimo, a três anos, o que permitirá rentabilizar activos com maior facilidade e começar a criar uma verdadeira estrutura base, que acalme os espíritos mais inquietos e pessimistas que possam antever uma hipotética debandada.

Mas, tal será, apenas, uma primeira parte do desafio.

Em época europeia, em que a entrada na fase grupos da Liga Europa (que garante desde logo 2,6M de euros) é mais do que provável, importa também rentabilizar a imagem vitoriana, criando uma verdadeira e, desculpem a expressão, economia do golo.

Tal passará por rentabilizar ao máximo, todas as oportunidades, a imagem vitoriana pela Europa fora, o que garantirá proventos internos. E tal passará, por algumas inovações/alterações que colocará o clube em trilhos de efectiva modernidade, desencadeando um processo necessário.

Ao invés deste ano, apresentar um patrocinador forte e que seja um verdadeiro aliado que fortaleça a marca Vitória.

A rentabilização de todos os espaços publicitários, conducentes a novos parceiros.

Uma política de angariação de novos sócios efectivos, procurando que os frequentadores das promoções sintam um verdadeiro chamamento vitoriano, desejando integrar a família vitoriana.

Medidas de proximidade de um clube que se deseja europeu e que para isso permita a possibilidade de todos os adeptos visitarem o estádio do Vitória, bem como o seu museu e todos os seus espaços, à imagem de que fazem os clubes europeus.

Uma política de marketing dirigida para todos, desde tenra idade e tanto dirigida ao vimaranense e adepto, bem como ao turista desejoso de levar para a sua terra uma recordação do clube da cidade onde nasceu Portugal.

Naturalmente, que o aspecto teórico é bastante mais fácil que a prática. Que o mero lançar de ideias para discussão são um exercício de ousadia extrema, quase a roçar a leviandade.

Mas, a verdade é que a cinco anos do centenário, o Vitória é um clube de potencial inigualável, com um património imaterial, leia-se adeptos, invejável e que tudo tem para continuar no caminho dos sucessos…

E esses, depois da estabilização financeira e desportiva, que paulatinamente tem sido levada a cabo, terão de ser estes os próximos passos a dar pela actual direcção vitoriana…

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