PARQUE INACABADO NA CORREDOURA INDIGNA MORADORES

Faz em novembro três anos que o Parque Corredoura, Lazer e Tradição venceu o orçamento participativo. O projeto é agora o centro de uma polémica desencadeada por alguns moradores, nomeadamente o proponente, José Filipe Pereira.

Da memória descritiva do projeto constava: a construção da rampa de acesso; a criação do circuito pedonal em saibro; a colocação de um conjunto de máquinas de manutenção física; a arborização e colocação do prado; a construção do palco para as atividades culturais; a Iluminação; a colocação de um ponto de água; colocação de mesas e bancos de jardim; a construção de um abrigo de apoio às várias atividades; a colocação de churrasqueiras.

A proposta venceu o orçamento participativo de 2014 e foi orçamentado na categoria até 100 mil euros. O projeto foi orçamentado pela Câmara em 86 mil euros.

Segundo informação recolhida na página de internet da Câmara Municipal de Guimarães a proposta “Corredoura, Lazer e Tradição” tinha como objetivo requalificar um espaço em São Torcato transformando-o num parque temático e ponto de encontro para o lazer, atividades desportivas e recreativas de índole cultural, de apoio aos residentes da rua da Corredoura, utilizando para o efeito o espaço junto à Urbanização da Quinta do Peixoto. Ainda na página da Câmara é possível ler que este parque contemplaria “a criação de um espaço para a realização de eventos culturais ligados às tradições locais”.

Uma visita ao local permite, num olhar superficial, encontrar um parque que parece terminado, porém, o que lá se encontra não está alinhado com o que foi inicialmente proposto e sufragado.

A primeira falta, e a mais evidente, é a ausência de iluminação, num local em que se pretende que as pessoas façam exercício ao final do dia, no domingo, dia 17, às 17h30, já estava escuro. Relativamente à realização de atividades culturais, pressuporia a existência de um palco e eventualmente um edifício de apoio, nenhum dos dois existe atualmente, apesar de estarem previstos na memória descritiva.

A proposta inicial falava em churrasqueiras, no plural, o que lá se encontra é apenas uma destas estruturas, sem a grelha metálica. As zonas que deviam ser relvadas estão em muito mau estado de conservação. Podemos considerar que tal se deve ao ano de seca, mas há outros parques no concelho com os relvados mais bem cuidados apesar da metereologia.

Embora não venha referido na proposta, parece difícil que um equipamento destes não contemple casas de banho, obrigando quem ali estiver a recorrer à boa vontade dos estabelecimentos públicos mais próximos (a mais de 100 metros) ou a ir a casa.

O presidente da Junta de Freguesia, ainda em funções, Bruno Fernandes, afirma que não compreende como é que não se completa um projeto que no seu essencial está feito. “Eu diria que 75% do parque está concluído, o problema é que o pouco que falta limita muito a sua utilização, nomeadamente a falta de iluminação pública”, afirma o autarca. Bruno Fernandes esclarece que apesar de existir um protocolo entre a Junta de Freguesia e a Câmara, esse acordo só prevê a manutenção do espaço e que a conclusão da obra é responsabilidade do Município.

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