PEDRO MARTINS ESPERA DUELO COM “CARACTERÍSTICAS DIFERENTES” DO JOGO DA TAÇA

O técnico vitoriano avisou que a partida com o Desportivo de Chaves, para a 29.ª jornada da Primeira Liga, vai ter um enquadramento diferente da partida da Taça de Portugal em que a sua equipa garantiu a final, apesar da derrota por 3-1. Apesar das diferenças, espera um adversário “forte” e de “qualidade” num compromisso “importantíssimo” na luta pelo quarto lugar.

A equipa da cidade-berço vai pisar novamente o relvado do Estádio Municipal Eng.º Manuel Teixeira Branco no sábado, pelas 16h00, 11 dias depois de lá ter vivido um dos momentos que marcou esta época, com a conquista da sétima presença na final da “prova rainha” do futebol português, após uma eliminatória de incerteza até ao último minuto.

O duelo entre vimaranenses e flavienses vai, desta feira, contar para a Liga, e Pedro Martins vincou que, apesar de esperar um “jogo de qualidade”, com “duas equipas a quererem vencer”, o encontro vai ter “contornos diferentes” do jogo da Taça, em termos estratégicos.

“Vai ser um jogo com características diferentes, não com o sentido e com a carga emocional que teve há 10 dias atrás. Mas é um jogo, principalmente para o Vitória, importantíssimo, porque agora faltam seis finais”, anteviu o técnico, no fim desta manhã, na academia do clube.

Pedro Martins considerou, no entanto, que a turma preta e branca vai novamente encontrar “muitas dificuldades” na cidade transmontana, classificando o adversário como uma “equipa muito bem orientada” por Ricardo Soares, que tem “bons jogadores”, com Pedro Tiba e Bressan a darem um “cunho de qualidade” ao meio-campo e elementos como Braga, Fábio Martins – não pode jogar no sábado devido a castigo -, Davidson, Perdigão e até Rafael Batatinha a fazerem a “diferença” na frente.

“Ofensivamente é uma das equipas que cria muitas dificuldades aos adversários. Neste último jogo, foi percetível observar isso. Criou muitas dificuldades ao Marítimo, e é isso que vamos encontrar em Chaves, porque a equipa é forte e tem qualidade”, analisou.

O técnico vitoriano disse ainda não saber se o Desportivo de Chaves, após, no duelo da Taça de Portugal, ter-se apresentado recuado e compacto nos momentos defensivos, mas capaz de sair para o ataque em velocidade, com muitos jogadores, vai jogar com a mesma estratégia, mas mostrou-se igualmente confiante no rendimento da equipa por si liderada, já que os “níveis físicos e mentais da equipa subiram exponencialmente” ao longo da semana de preparação, com todo o plantel disponível, à exceção de Miguel Silva.

Técnico admite trocas no “onze” nos jogos por disputar

O Vitória apareceu, no jogo com o Tondela, com três alterações na equipa que alinhou de início na meia-final da Taça de Portugal, com Prince a surgir no lugar de Josué, na defesa, Zungu no lugar de Celis, no “miolo”, e Texeira no lugar de Rafael Martins, embora, neste caso, o brasileiro tenha falhado o jogo por mialgia de esforço. O treinador vitoriano assumiu que, até ao fim da época, pode continuar a realizar essas alterações.

“Se isso se justificar em algum momento, e houver uma quebra de rendimento, que é perfeitamente normal, admito haver essas alterações, porque o grupo dá garantias para que, no momento em que haja essa alteração, continue a ter a mesma qualidade de jogo”, explicou.

Pedro Martins disse ainda que o facto da equipa poder chegar aos nove triunfos fora de casa, batendo a marca de oito da época 1995/96, não constitui qualquer “atrativo” adicional, já que o “grande objetivo” é o quarto lugar.

 

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