PEDRO MARTINS QUER ENTRAR COM “PÉ DIREITO” FRENTE A UM CHAVES DE “QUALIDADE”

O treinador vitoriano afirmou que a equipa a seu cargo tem condições para arrancar o novo campeonato com uma vitória, graças à evolução registada desde o início da pré-época, por um plantel que mantém a “espinha dorsal”, mas também recebeu muitos jovens da equipa B. Para o técnico, a equipa já refez da Supertaça e está concentrada, quer no campeonato, quer em “passar da fase de grupos da Liga Europa”.

Vitória e Chaves, adversários que se defrontaram em quatro ocasiões na época passada – duas no campeonato e duas na Taça – têm condições para proporcionar aos adeptos presentes no Estádio D. Afonso Henriques, pelas 21h00 de quinta-feira, um “jogo de qualidade”, “vivo”, parecido com os últimos entre as equipas, “muito intensos” e “competitivos”, avançou o treinador vitoriano, que se mostrou convicto num triunfo da sua equipa a fechar a primeira ronda da jornada inaugural.

“É o primeiro jogo do campeonato. É na nossa casa. É entrar bem, com o ´pé direito’, diante do nosso público, com o apoio deles, sabendo que vamos encontrar uma equipa de qualidade, que tem jogadores experientes, que está bem orientada. Nada nos impede de querer conquistar os três pontos”, disse, na antevisão do desafio, realizada na academia do Vitória.

O treinador disse sustentar a confiança para o arranque da época 2017/18 no crescimento “bastante significativo” do processo de jogo, ocorrido em pouco mais de cinco semanas de trabalho, com um plantel que tem uma “base” que permita “suportar a evolução” da “muita juventude” no seu “seio” – sete dos nove jogadores oriundos da equipa B mantém-se no grupo -, embora tenha avisado que vai ser necessária “alguma paciência” para que jovens como Hélder Ferreira, Kiko, Oscar Estupiñán, Rúben Oliveira, Marcos Valente e Sacko atinjam os “patamares de exigência do Vitória”.

Ciente de que vai ter pela frente um jogo de “grau de dificuldade máxima”, frente ao conjunto transmontano, que mantém um “processo já muito bem assimilado”, embora com “nuances diferentes” introduzidas pelo novo técnico, Luís Castro, o timoneiro vitoriano reiterou a intenção de fazer do Estádio D. Afonso Henriques a “fortaleza” da equipa, dando “continuidade” à melhoria ocorrida da primeira para a segunda volta da época passada,  e já parte recuperada da derrota na Supertaça, frente ao Benfica.

“Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para sair de lá com outro resultado. Há tristeza por não trazermos o troféu para Guimarães, por não dar essa alegria aos nossos sócios e ao próprio grupo de trabalho. Mas não estamos feridos no orgulho, porque fizemos tudo e mais alguma coisa. No entanto, já estamos noutra competição, com objetivos a cumprir”, afirmou, referindo estar pouco preocupado com os “erros defensivos” que deram os três golos das águias, já que foram “erros individuais” e não da “organização defensiva”.

Pedro Henrique já trabalha normalmente com o plantel, mas ainda não é certo que constitua opção para a receção aos flavienses.

Chegar mais longe na Liga Europa

Pedro Martins afirmou que o Vitória pretende, na época 2017/18, fazer um “excelente campeonato”, sabendo que ainda tem a Taça de Portugal e a Liga Europa, onde pretende “passar da fase de grupos”. Para o conseguir, o clube tem de conseguir ficar nos dois primeiros lugares, o que seria algo inédito, visto, nas participações anteriores, ter ficado no terceiro lugar, em 2013/14, atrás dos franceses do Lyon e dos espanhóis do Betis, e de, em 2005/06, quando a prova ainda se denominava Taça UEFA, ter ficado em quinto e último lugar num grupo com os espanhóis do Sevilha, os ingleses do Bolton, os russos do Zenit e os turcos do Besiktas.

O Vitória conhece os adversários na prova europeia a uma sexta-feira, 25 de agosto, logo após a conclusão do “play-off” e pode integrar quer o pote 3, quer o pote 4 – o clube está, de momento, no último pote, mas basta apenas dois cabeças de série caírem no “play-off” para subir ao pote logo acima.

Mercado de transferências: “Tudo pode acontecer, quer entradas, quer saídas”

O treinador referiu que tanto ele, como a administração “sabem aquilo que pretendem para atacar várias frentes” e que, até ao encerramento do mercado de transferências de verão, a 31 de agosto, “tudo pode acontecer, quer com entradas, quer com saídas”, tendo vincado, a propósito do alegado interesse do clube no extremo do Portimonense Bruno Tabata, que marcou o segundo golo no triunfo dos algarvios sobre o Boavista 2-1, na primeira jornada, que, nesta fase da época, fala-se sempre em “muitos jogadores”.

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