PEDRO MARTINS: “RELEMBRAR QUE SOMOS UMA EQUIPA FORTE”

O treinador antecipou que a turma da cidade-berço vai aparecer no Estádio da Luz com a “mesma identidade” de sempre, à procura de mais pontos para bater o recorde de 62 pontos, de 1995/96, que ainda não existe no “historial”, e manter ainda a esperança do terceiro lugar, alheia à possibilidade do Benfica obter um inédito tetracampeonato.

O Vitória parte para o duelo com os “encarnados”, agendado para as 18h15 de sábado, no Estádio da Luz, com a hipótese de superar a marca de 62 pontos atingida frente ao Arouca, após um inédito sétimo êxito consecutivo na Liga, e de ainda manter viva a luta pelo terceiro lugar – os vitorianos precisam de ganhar no sábado e na última ronda, ante o Feirense, e o Sporting, que tem 67, perder os dois jogos que restam -, e o treinador um ‘onze’ fiel à “identidade” demonstrada ao longo da época para perseguir tais objetivos.

“Acima de tudo, vamos para a Luz para fazer o nosso jogo. Vamos com o intuito de vencer. É o nosso ADN. É relembrar que somos uma equipa forte. Enquanto matematicamente for possível. Estando o quinto a 11 pontos de nós, e faltando dois jogos, olhamos para a terceira posição, sabendo que é difícil, muito complicado. Teríamos de ser 100% eficazes nos nossos jogos e esperar que o Sporting não conquiste pontos nessa fase”, referiu na antevisão ao jogo.

O responsável do emblema preto e branco frisou que o Vitória é a “segunda equipa mais forte” do campeonato a jogar fora de casa (33 pontos), logo atrás das “águias” (36), capaz de se mostrar “consistente” e “serena do “ponto de vista mental”, pelo que encara o jogo como uma oportunidade para exibir o seu “poder” e a sua “qualidade”, sentindo-se indiferente para com o ambiente em torno de uma eventual conquista do título pelo Benfica.

“Não queremos saber do nosso adversário, se há festa, se não há festa. Temos ainda muita coisa para ganhar. Vamos fazer o nosso jogo de competência. Tem uma enorme visibilidade para os atletas, e também é um jogo de demonstração do poder e da sua qualidade e da consistência que tiveram durante toda a época. É um bom palco para demonstrarem o seu potencial”, explicou.

Pedro Martins disse, por isso, esperar um “bom espetáculo”, com a turma vimaranense a surgir com “uma ou outra alteração pontual” e preparada para inverter os dois resultados negativos de janeiro, no D. Afonso Henriques – derrotas por 2-0 para o campeonato e para a Taça da Liga -, até porque está “muito mais forte” em relação a janeiro, dado hoje poder contar com Zungu, Rafael Miranda e Marega na máxima força, quando, na altura, além destas três contrariedades, teve ainda de suportar as saídas de João Pedro e de Soares.

Questionado ainda sobre o facto de reencontrar o Benfica na final da Taça de Portugal, a 28 de maio, no Jamor, o treinador respondeu que a final vai ter “características muito próprias”, um ambiente diferente em torno do jogo, visto prever-se um número de adeptos mais divididos pelos dois clubes, ao contrário do jogo de sábado, com maioria benfiquista, e uma “estratégia diferente”, mas um Vitória com a “mesma essência”.

Pedro Martins: “Tenho contrato com o Vitória”

O treinador afirmou que tanto ele como todo o grupo de trabalho estão comprometidos em atingir o “máximo de pontos” pelo Vitória e de vencer a final do Jamor, quando questionado sobre os rumores de ser uma das hipóteses para suceder ao técnico Jorge Jesus, no Sporting.

“Tenho contrato com o Vitória. [Estou] muito focado com os objetivos do futuro e do presente do Vitória. Tudo o resto ultrapassa-me. Também têm tido sido falados vários clubes na imprensa para os nossos atletas, e eles têm tido uma postura e um foco elevadíssimos”, realçou.

 

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