PINTO BRASIL A CRESCER 22% PUXA PELAS EXPORTAÇÕES

A maior parte das pessoas quando pensa em exportações portuguesas lembra-se logo do têxtil e do calçado, com um pouco mais de esforço surge o mobiliário, a que se juntou, recentemente, o turismo, que antes eram só as praias do Algarve. Mas há outro setor que é o campeão das exportações portuguesas: a metalomecânica.

Neste setor Portugal tem empresas que competem em qualidade com os alemães e em preço com os Turcos. O Grupo Pinto Brasil, sediado em Guardizela, cresce a um ritmo de 22% por ano, desde 2014. A empresa vimaranense exporta 89,2% da sua produção para mercados como EUA, Alemanha, França, onde tem que competir com empresas locais igualmente muito desenvolvidas, mas também para mercados emergentes como a Europa de Leste e o Norte de África. O grupo fatura atualmente mais de 40 milhões de euros.

Para 2018 está prevista a ampliação da unidade fabril de Guardizela, que garantirá um aumento do volume de negócios na ordem dos 20 milhões de euros. Para os próximos dois anos há planos para a construção de uma nova unidade industrial em Santa Maria da Feira. Com esta nova unidade o grupo atingirá um total de 800 postos de trabalho diretos, atualmente são 600.

Parte do sucesso da Pinto Brasil passa pela incorporação de I&D. O departamento interno encarregado desta tarefa emprega 30 pessoas. Estes profissionais estão completamente dedicados a criação de novos produtos e ao desenvolvimento de novos processos de fabrico internos.

Para o CEO do grupo, não é possível competir apenas pelo preço ou só pela qualidade. Apesar de os produtos nacionais serem colocados nos mercados internacionais a preços muito vantajosos, Manuel Brasil afirmou ao DN que “trabalhar exclusivamente pelo preço é demasiado redutor visto que as mais-valias são muito reduzidas, e porque continuarão a existir países cuja conjuntura local seja mais favorável a este tipo de fabrico”. Para este líder o fundamental é encontrar um compromisso entre qualidade e preço: “tudo aquilo que estiver incluído num produto que não tenha valor para o cliente é de facto um custo para o fabricante”.

Para Manuel Brasil a maior ameaça ao setor é a falta de recursos humanos qualificados. O CEO do Grupo Pinto Brasil fala mesmo da necessidade de “uma estratégia nacional de formação na indústria de metalomecânica”, para que o crescimento do setor se mantenha de forma sustentada no futuro.

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