PRAIA COM BANDEIRA AZUL MAIS PRÓXIMA DE GUIMARÃES É EM BRAGA

O concelho de Guimarães, apesar de ser atravessado por um três rios com potencialidades para aproveitamento balnear, está completamente arredado das bandeiras azuis.

As praias galardoadas com Bandeira Azul foram divulgadas na passada quinta-feira e, apesar de o número de praias fluviais com este galardão ter aumentado no norte do país, nenhuma delas é no concelho de Guimarães. Em 2016 havia três praias interiores com Bandeira Azul no norte, duas em Macedo de Cavaleiros e uma em Freixo de Espada à Cinta, a estas juntou-se em 2017 a praia de Adaúfe, em Braga, que passa a ser a praia com Bandeira Azul mais próxima para os vimaranenses.

A melhoria da qualidade da água ainda é insuficiente

Para a Associação Vimaranense Ecologia “ é percetível uma melhoria na qualidade da água da bacia do Ave e as entidades públicas estarem mais vigilantes (são exemplo os Planos de Ação para a despoluição dos rios Ave e Vizela), estes cursos continuam sujeitos a pressões antropogénicas que tornam a missão longa e difícil”. Para a esta associação “o facto das massas de água existentes no concelho não possuírem uma boa classificação é, certamente, um aspeto negativo na candidatura a Capital Verde Europeia”.

Guimarães é um concelho sem acesso ao mar e com três rios com potencialidades balneares

Para o candidato da Coligação Juntos por Guimarães “sendo um concelho sem acesso ao mar, as condições das nossas praias fluviais deveriam ser, naturalmente, uma prioridade”. O candidato à Câmara de Guimarães lembra que sempre ouve tradição na utilização da praias fluviais e destaca a zona das Taipas. Para André Coelho Lima esta devia ser uma prioridade não pela candidatura a Capital Verde Europeia, mas por “queremos pugnar pela qualidade de vida dos nossos concidadãos”. O candidato da coligação remata: “sempre disse, prefiro muito mais ser uma Cidade e um Concelho Verde do que uma Capital Verde”.

O BE não ficou surpreendido.

A não atribuição de Bandeira Azul às praias fluviais no concelho de Guimarães não surpreende o Bloco de Esquerda, “uma vez que, ao longo dos últimos quarenta anos, assistimos a um concelho de Guimarães sem preocupações ambientais”. Para os bloquistas o Município esteve de costas voltadas para os rios e durante muitos anos “permitiu, de forma desenfreada, as mais diversas actividades económicas nas margens dos rios Ave e Selho”, como aas diversas industrias e a exploração de pedreiras. Por outro lado, acrescenta o BE, através da sua coordenadora concelhia, “a Câmara Municipal de Guimarães e as Juntas de Freguesia não demonstram preocupação suficiente para alterar o paradigma. Continuamos a verificar que habitações e empresas que não se encontram ligadas à rede pública de água e saneamento e que as margens acumulam lixo das mais variadas proveniências”.

Para a CDU  a candidatura de Guimarães a Cidade Verde Europeia sempre teve este condicionalismo

Para Mariana Silva da CDU não há nada se surpreendente no facto de Guimarães não ter nenhuma praia com Bandeira Azul. “Continuamos sem perceber qual a evolução do Plano de Acção de Despoluição do Rio Ave, que está em prática desde Fevereiro de 2015”, afirma Mariana Silva. A CDU aponta ainda a ausência de um “mapa concreto da praias fluviais do concelho” e sem um “plano de recuperação para a praia seca nas Taipas, apesar das sucessivas promessas do executivo camarário e o presidente da junta”. Mariana Silva lembra que a candidatura a Capital Verde Europeia “esteve sempre condicionada à poluição sem fim à vista das linhas de água de Guimarães”.

O vice-presidente da Câmara, Amadeu Portilha, afirma sobre este assunto: “O nosso objetivo é garantir a despoluição total dos nossos rios e a regeneração ecológica dos seus caudais. A obtenção de bandeiras azuis em praias fluviais será o resultado de um trabalho igualmente coletivo”.

2 Comentários
  1. david salgado 4 meses atrás

    É de todo uma triste realidade. Resido relativamente próximo do rio Selho mais precisamente na zona de PEVIDEM e digo e afirmo tristemente que se constata que apesar dos BIHLÕES DE EUROS gastos na despoluição da bacia hidrográfica do Vale do Ave, PELA CALADA DA NOITE, algumas empresas (empresários de meia tigela) continuam, pelo menos no Rio Selho, a lançar descarga,s altamente venenosa,s para o dito rio. Claro que a FISCALIZAÇÃO, não trabalha no horário do lançamento TÓXICO. Um dia havemos de beber uma garrafa de água para matar a sede e de seguida urinamos SANGUE.

  2. Joao 2 meses atrás

    GMR é um concelho governado por socialistas há décadas… sem uma única praia fluvial em condições.
    É vergonhoso!

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