QUEM SABE, SABE. QUEM NÃO SABE…

por ÂNGELA OLIVEIRA

Advogada

…sai de cima ou, mutatis mutandis (como também dizia um senhor do futebol), sai da Camara Municipal.
Durante anos assistimos, e bem, à reabilitação do centro histórico de Guimarães. Somos Património da Humanidade, somos visitados por turistas de todo o Mundo, cenário de fotografias, filmes e campanhas publicitárias. Não há vimaranense que não veja na designação motivo de orgulho. Eu tenho, e muito, orgulho na beleza do nosso centro histórico.

Mas a sensação que agora tenho do centro da cidade, é que temos uma bonita sala de estar para visitas, festas importantes, Páscoa e pouco mais.
Já ninguém tem salas destas, e o atual executivo camarário não reparou. Anda há quatro anos a sofrer de autismo, com severos sintomas de marasmo de quem herdou o poder e que pretende (nas suas palavras) continuar Guimarães. Continua o que foi iniciado por outros e…mais nada!

Queixava-me eu aqui, antes do Natal, que quem quiser trabalhar, visitar ou fazer compras no centro histórico e não tiver a sorte de cá chegar num moderno autocarro turístico, tem garantida uma verdadeira demanda por estacionamento. Queixava-me e com razão, quinze dias depois queixavam-se os comerciantes da falta de vida e compradores em plena época natalícia no centro da cidade.
Mude-se o que tem de ser mudado, e mantenha-se o que deve ser mantido! Guimarães não precisa de continuar, Guimarães precisa do salto. Do salto que nos coloca ao lado das cidades focadas nas novas expectativas socioculturais dos seus habitantes.
SARAVAH! A Coligação Juntos Por Guimarães apresentou com grande sustentação o que se pretende de um grande salto rumo à revitalização da nossa cidade: construir um estacionamento no Toural, corrigindo-se um gravíssimo erro histórico e outro no Campo da Feira, aproveitando-se o espaço que já é público sem gastar cêntimo em expropriações; alterar a configuração
do trânsito, construindo-se um túnel de acesso ao Parque do Toural e Alameda, por baixo da Rua Paio Galvão, e por fim, mais pormenor técnico, menos pormenor técnico, retirar o trânsito do centro histórico e algumas artérias adjacentes.
Para quem, como eu, que tem de se deslocar da freguesia para o centro da cidade, só pode ficar contente com a ideia de poder ir centro da cidade quando se quer e não só quando tem mesmo de ser…
O modelo está garantido: o que seria do Porto sem o estacionamento e encerramento pontual de algumas artérias em pleno coração da Reitoria e Praça Carlos Alberto? A Torre dos Clérigos passou de estar fechada a ter visitas todos os dias. O centro de Braga junto a Arcada ligada ao Campo da Vinha? Lojas abertas, restaurantes, cafés, habitantes…tudo fervilha, e não só com turistas. O Bairro Alto em Lisboa…
O projeto arrojado de André Coelho Lima e da Coligação Juntos por Guimarães mostra quem está atento ao pulsar da cidade e pretende dar-lhe um ritmo novo, pujante. O fim que se pretende é criar condições de conforto para quem vive e trabalha no centro histórico, mas também para quem visita e quer comprar no centro histórico, tudo isto respeitando o nosso património histórico e manter padrões ambientais. ACL teve coragem, visão e ideias e é esse modelo que Guimarães precisa, porque quem está já esgotou o modelo há muito…

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