REABILITAÇÃO DO TEATRO JORDÃO

A reabilitação do emblemático teatro vimaranense foi mais uma vez tema de polémica entre a maioria e a oposição na Reunião de Câmara.

Na Reunião de Câmara realizada na manhã de quinta-feira, dia 11 de maio, o ponto da requalificação do Teatro Jordão dividiu as opiniões. A maioria socialista votou favoravelmente sozinha, com o vereador da CDU a votar contra, os vereadores do PSD a votarem contra e o vereador do CDS a auto-excluirse da votação.

A CDU coloca em causa a alteração da funcionalidade do espaço

Torcato Ribeiro, vereador pela CDU, justifica o voto contra com a alteração da funcionalidade e lembra que está a ser coerente com a forma como já tinha votado anteriormente. “No passado queriam destruir o interior e manter a fachada e nós votamos contra”, afirma para vincar que a posição da CDU se mantém.

Ricardo Araújo questiona o tempo em que esta requalificação é lançada

O vereador do PSD, Ricardo Araújo, foi especialmente crítico das movimentações financeiras ligadas a esta requalificação. Ricardo Araújo lembra que tinha sido feito um primeiro projeto, no valor de 300 mil euros e que a título de indemnização, para abandonar esse projeto foi preciso pagar quase 90 mil euros, para que agora se implemente um outro projeto no valor de 200 mil euros. O vereador social-democrata classifica esta gestão de “ruinosa”. O PSD questiona também a oportunidade para o lançamento desta obra, que vai comprometer o próximo executivo, a cinco meses das eleições.

O vereador com o pelouro da cultura, José Bastos, afirma que esta requalificação se justifica pela “salvaguarda patrimonial” e em resposta às críticas da CDU, sobre a alteração da funcionalidade, diz que “é preciso atender às necessidades das entidades que ali vão ficar instaladas”. José Bastos explicou que a sala ficará com 400 lugares e que a relação plateia palco será mantida, passando esta sala a ser um complemento às duas existentes do outro lado da rua, o pequeno e o grande auditórios do Centro Cultural Vila-Flor.

Depois de reabilitado o Teatro Jordão e o edifício contiguo, da antiga Garagem Avenida, serão sede para o curso de Artes Performativas da Universidade do Minho e para o Conservatório de Guimarães. Para Domingos Bragança “trata-se da reabilitação de um património, dando-lhe outra função, que de outra forma iria desaparecer”.

A obra avança agora por questões de aprovação e financiamento

Relativamente ao tempo de lançamento da reabilitação o vereador José Bastos relacionou-o com a aprovação pela Direção Geral do Património. Domingos Bragança afirmou que a obra “tem 18,5 milhões de euros aprovados no âmbito do PEDU”. A proposta acabou por ser aprovada com os votos socialistas, a abstenção do PSD e o voto contra da CDU.

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