RECADO À CLASSE POLÍTICA VIMARANENSE 2

por José da Silva Mendes

Através das notícias veiculadas recentemente nos jornais locais, tomámos conhecimento de que a Vereação votou a adjudicação da 1ª fase da Ecovia de Guimarães.

Na verdade, ficamos perplexos com tal decisão, dado que o anterior Presidente da Câmara Dr. António Magalhães, tinha já anunciado em devido tempo a continuação da circular da Cruz D’Argola até à Estação de Caminho-de-ferro, como de resto deveria de ser, dado que a Avenida D. João IV está demasiada sobrecarregada, registando-se elevado tráfego, obrigado que é a seguir a direção do Largo da República do Brasil.

Quanto ao acesso ao Ave-Park com ligação à Auto Estrada, não é tida em conta a possível ligação à Cidade. Ora, a partir da Rotunda do Lidl em Fermentões até à variante, dista cerca de mil metros, onde temos 11 ruas, 7 das quais com dois sentidos e 4 apenas de um só sentido. De registar ainda cerca de 8 ou mais entradas para prédios (residências), com 6 paragens de autocarros (lado direito e esquerdo), para além do estacionamento por vezes caótico junto à Pastelaria Caneiros.

Em relação às paragens dos Autocarros que provocam sempre algum bloqueio no trânsito, sente-se as dificuldades das ambulâncias com o transporte de doentes para o nosso Hospital. Por outro lado, sempre que surge qualquer pequeno toque que seja em qualquer viatura ou até mesmo avaria, forma-se de imediato filas de 4 e 5 e até mais quilómetros, provocando desde logo atrasos e desgaste na paciência dos automobilistas, chegando quantas vezes atrasados ao seu local de trabalho.

Diariamente e nas horas de ponta, seja para entrar ou sair da Cidade, a zona de Caneiros, torna-se num autêntico Calvário, o mesmo acontece do lado de Nespereira e até mesmo na Vila de Caldas das Taipas.

Por todas estas razões, perder tempo com Ecovias, não resolve os acessos rodoviários à Cidade e o Comércio local sofre as consequências das dificuldades que daí resultam.

Também discordamos que se perca tempo com o Comboio Eléctrico Urbano para ligar o Minho. Primeiro tratemos do nosso território, é urgente isso sim, projetar uma cintura rodoviária exterior à Cidade, para ligar Caldas das Taipas, Pevidém, S. Torcato e a zona de Moreira de Cónegos-Lordelo e só depois se poderia pensar nas Ecovias e no sugerido Comboio Eléctrico Urbano.

Foi pena que os mentores da criação das diversas Vilas dentro do nosso Concelho, não tivessem de imediato a preocupação pela rede rodoviária ligando esses polos à sua Cidade.

O antigo Presidente da Câmara Dr. Bernardino Abreu, confidenciou-nos um dia que estava a trabalhar no sentido de pedir ao poder centrar a criação do Distrito de Guimarães e de uma cintura exterior à Cidade, ligando as Vilas de Caldas das Taipas e Vizela e ainda S. Torcato e Pevidém. Passadas que estão mais de 4 décadas, continuamos à espera que a classe política que nos representa, acorde para esta realidade. Olhe-se para a Cidade de Braga e veja-se o quanto beneficiou o comércio local, com os bons acessos em direção aos concelhos vizinhos. Tal investimento, também foi comparticipado com os impostos dos vimaranenses, que até à bem poucos anos, foi o concelho maior do Distrito a contribuir para os cofres públicos.

Ainda em relação aos acessos rodoviários, convém ver com urgência as ligações à Freguesia de S. Tiago de Candoso, onde temos o complexo desportivo dos irmãos Castro, as Piscinas Municipais, o colégio de Nª Srª da Conceição e finalmente o Hospital Privado.

Feita esta reflexão, contamos com a compreensão da classe política de Guimarães, a bem de toda esta vasta região Vimaranense.

 

Guimarães/Abril de 2017

 

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