ROTARY CLUB DE GUIMARÃES E O MUNDO EM QUE VIVEMOS

por Francisco Zamith

Past Governador Distrito 1970

Estava a pensar por onde começar algo a dizer sobre o Rotary Club de Guimarães e numa das normas mais interessantes que nós temos, para nos darmos a conhecer em qualquer parte do Mundo, quando recebi a Revista Portugal Rotário, que tem como artigo de fundo, assinado pelo meu caro e ilustre companheiro A. L. Cardoso, seu diretor, que desenvolve em pormenor esse assunto, o que me impede de o fazer, para não ser acusado de plágio… Bem sei que ninguém o faria até porque se trata de um tema que amiúde trago à baila nas minhas intervenções.

Vou pelo menos transcrever um bocadinho do seu trabalho sobre o EMBLEMA ROTÁRIO.

“Justamente porque se foi reconhecido como Rotário, ostentar o emblema próprio é um direito cujo exercício é algo de que nos devemos orgulhar. Não é um mero ornato de “toillete”: é afirmação de um estatuto a que se fez jus por direito próprio e univocamente aceite”

É de facto interessante ver quantas pessoas conhecemos só por trazermos o emblema na lapela. A propósito, mas QUE NÃO VEM NADA A PROPÓSITO, ainda há pouco tempo, apesar do “tempo” ser relativo POIS JÁ FOI EM 2012, tivemos oportunidade de receber e acompanhar na visita a Guimarães e seus principais Museus e Monumentos, cerca de mil companheiros. Até 21/12/12, tinha recebido 927, tendo o Rotary Club de Guimarães acolhido 656 de 51 RC´s de Portugal, Espanha, França, Alemanha e Suíça. É sem dúvida muito interessante e mais interessante ainda é ver como cada grupo reagia ao que via e ouvia. Desde o esmiuçar dos séculos das construções discutindo se era do Séc. XVII ou XVIII. Se estavam bem conservados ou reconstruídos ou reparados alterando a construção inicial. De tudo sabiam uns ou outros. E até apreciação das comidas e das bebidas dos nossos Restaurantes (14 diferentes). Um dos catedráticos alemães, escolheu o vinho da refeição, de entre os apresentados. E o interessante é que escolheu de facto o melhor, sem hesitar. Alguns tinham um excepcional conhecimento dos mais díspares assuntos. À mesa tanto se discutia o que estávamos a comer e a beber como de sobremesa escolhíamos as construções romanas que abundavam em Guimarães.

E foi assim que a CEC começou e atrever-me-ia a dizer que continuou até aos dias de hoje, já que os visitantes, naturalmente em menor número, mas continuam a vir.

O esforço feito pelos 43 sócios do RCG para bem receber os seus amigos de todo o Mundo que vieram visitar a nossa Terra é sem dúvida merecedor dos maiores encómios. O certo porém, é que nós existimos PARA DAR DE SI SEM PENSAR EM SI, pelo que estamos naturalmente gratos por nos darem a oportunidade de SERVIR a comunidade vimaranense e todas as outras que de Guimarães algo esperam, como o calor da amizade, o sentimento de bem receber e a ideia de que aqui, estarão na sua casa, pois a nossa casa, é a sua.

Se ao RCG juntarmos todos os outros Vimaranenses, desde a câmara às organizações oficiais, e a todos que algo fizeram para ajudar, concluiremos que valeu a pena, o trabalho, o sacrifício e a dedicação para que esse ano de 2012 seja irrepetível.

 

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