SISTEMA DE ENSINO REJEITA DEFICIENTES COM MAIS DE 18 ANOS

Quem o afirma é a vereadora social democrata, Helena Soeiro, que na reunião de Câmara de quinta-feira, dia 7, alertou para o problema. A vereadora  lembra o problema na semana em que se comemorou o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

Para Helena Soeiro “o mais chocante é que não se fala disto”. Para a vereadora não se fala porque as pessoas simplesmente não conhecem o problema destes jovens, obrigados a sair da escola porque completaram 18 anos, e das suas famílias. Os alunos com multideficiência ou com deficiência mental, por instruções que chegam às escolas vindas da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, quando chegam à maior idade têm que abandonar a escola. “Chegada a esta idade acabam os apoios, acabam os subsídios, acabam os transportes”, lamenta Helena Soeiro.

“A partir dos 18 anos estamos a fazer com estes jovens o percurso inverso ao que fizemos há 30 anos atrás, estamos a mandá-los para casa”, diz Helena Soeiro. Para a vereadora do PSD este não é um problema do Munício pio, mas a Câmara pode ter uma ação de sensibilização, “pode trazer estes assuntos ao conselho geral, mesmo que as escolas não o façam”.

Adelina Paula Pinto não concorda que as escolas estejam ausentes deste problema e lembra que, “mesmo antes de a escolaridade mínima ser até aos 18 anos, nós já mantínhamos os alunos nas escolas até essa idade”. A vereadora com responsabilidade na área reconhece o problema, e a falta de resposta dos Centros de Atividades Ocupacionais, que estão superlotados. A vereadora concorda que, “há trabalho a fazer”, mas lembra que muita da responsabilidade neste âmbito não é da autarquia.

A vereadora da educação deu exemplos em que a Câmara se tem substituído ao Estado central. Deu o exemplo do transporte dos jovens para as unidades, que não é comparticipado durante as férias, e que o Município garante. Adelina Paula Pinto contabilizou em 20 os funcionários que nas escolas do concelho estão completamente dedicados a jovens com deficiência, alguns dedicados a um único individuo. A vereadora lamentou que, nestes casos, em que os custos salariais dos funcionários deviam ser suportados pelo ministério, isso não aconteça.

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