SORRISOS DESTES TEMPOS QUE LEMBRAS OUTROS TEMPOS

por CARLOS RIBEIRO

Diretor Executivo no Laboratório da Paisagem 

Domingo de sol, quase 25 mil adeptos nas bancadas, terceiro jogo da época contra um rival de outros tempos, terceiro triunfo. Quarto lugar consolidado e o rival dos tempos de hoje já a cinco pontos. Das bancadas o apoio dos que nunca faltam. Dos que nunca se cansam. Dos que hoje dizem presente em uníssono como sempre o disseram.

Pedro Martins montou uma equipa à nossa imagem, do relvado transpira-se qualidade e espírito conquistador, das bancadas sobra a ambição de festejarmos a mudança dos ventos. Os ciclos de outrora terminaram e um outro felizmente se aproxima, o ciclo que nos trará de volta ao nosso patamar, depois do trambolhão que demos com armadilhas por nós montadas.

Nada está ganho, é verdade, mas confesso que não me lembro de nos últimos anos ver assim “o meu povo”. Feliz, de sorriso rasgado, disposto a jogo após jogo, derrubar o mais poderoso dos obstáculos e desarmadilhando o caminho daqueles que, mergulhados na soberba, vêm o chão a fugir-lhes dos pés.

Sorrisos destes tempos que nos lembram, invariavelmente, outros tempos.

Tempos em que o “estranho” era não ganhar, tempos em que o “anormal” era ser pior do que os rivais destes tempos. Tínhamos saudades, não tínhamos?

Como nada se constrói sem esforço e do nada, que se dê o devido mérito a quem foi capaz de nos colocar de novo a sonhar. Contudo, saibamos que do sonho à realidade ainda há “um bocadinho assim”. Por isso, continuemos a cantar a plenos pulmões, a cavalgar esta onda vitoriana que, estou certo, nos colocará sempre mais próximos de conquistador cada um dos nossos sonhos.

Sempre com a humildade de reconhecermos as nossas fraquezas, cientes de que nenhum obstáculo será maior do que a nossa vontade de ganhar. Por mais que do outro lado, a soberba continue a ser a maneira de estar.

Saibamos continuar a consolidar o nosso caminho, mas sempre com a ambição de sermos maiores e melhores. O caminho ainda é longo, e teremos de continuar alerta para as armadilhas que nos vão ainda aparecer.

O meu desejo é que o atual presente seja também o nosso futuro. Porque algo que me diz que… estamos de volta!

“Sou Vitória, sou a força, o querer, sou passado, sou futuro, tenho sede de vencer”.

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