TAÇA A PRETO E BRANCO

AS HISTÓRIAS DE 75 ANOS NAS FINAIS DA TAÇA

O Vitória persegue a segunda Taça de Portugal a 28 de maio, frente ao Benfica, e o Mais Guimarães revisitou as seis finais vitorianas em quase 95 anos de história.

A Taça de Portugal habita o imaginário dos seguidores do futebol português como a amostra mais clara do desporto-rei enquanto festa. Os vitorianos vão integrar, pela sétima vez, o cenário da final, alimentando a esperança de que o capitão Josué repita a imagem de Alex a levantar o troféu em 2013.

O Estádio Nacional, no vale do Jamor, em Oeiras, é o palco que, ano após ano, renova o sonho do adepto em ver a sua equipa discutir a final e o seu capitão erguer o troféu, num momento de êxtase coletivo. Pelo ambiente que precede o jogo e se prolonga depois no “tapete verde”, este lugar central na mitologia da Taça, recebe, a 28 de maio, o confronto que opõe os vitorianos ao Benfica, o mesmo adversário que a equipa da cidade-berço derrotou em 2013, por 2-1, levantando pela primeira vez o troféu, após seis tentativas.

Apesar desta ser a década com mais finais para o emblema de D. Afonso Henriques, os feitos vitorianos na taça atravessam gerações, sendo já poucos os que guardam memória viva da primeira vez que a equipa disputou a final, em 1942, precisamente a época de estreia na Primeira Divisão. O Vitória perdeu por 2-0 com o Belenenses, no Campo do Lumiar, em Lisboa, mas a viagem em busca do troféu conheceu novos episódios em 1963 – a estreia do Vitória no Estádio Nacional -, em 1976, no Estádio das Antas, no Porto, e em 1988, 2011 e 2013, novamente no Jamor.

1942

Uma estreia de sonho na primeira divisão terminou com a primeira presença numa final da taça de Portugal.

A época de 1941/42 ficou marcada na história do clube como aquela em que o Vitoria disputou pela primeira vez o Campeonato Nacional. Nessa mesma temporada alcançou outro feito histórico, com o apuramento inédito para a final da Taça de Portugal, a segunda mais importante prova nacional.

Na primeira eliminatória o Vitoria derrotou copiosamente o Estoril por 7-2, e nos quartos-de-final, despachou o Sporting de Espinho por 4-1.

O grande jogo aconteceria nas meias-finais, em Guimarães, frente ao Sporting CP, de Peyroteo.

O Vitória levou de vencida a equipa de Lisboa por 2-1, no Campo do Benlhevai, atingindo a final da prova.

A final disputou-se no dia 12 de Julho de 1942 no Campo do Lumiar em Lisboa, sob a arbitragem de Vieira da Costa, do Porto. O Belenenses, potência do futebol luso da época, venceu o Vitoria por 2-0, com golos de Quaresma e Gilberto, conquistando a sua primeira Taça de Portugal.

1963

O sexto lugar do Vitória, 6º lugar foi suplantado pela sensacional campanha realizada na Taça de Portugal, que levou o clube, pela segunda vez no seu historial, à final da competição.

Depois de ultrapassar o Covilhã com duas vitórias, por 3-1 e 2-0, a Académica de Coimbra, com uma derrota (2-1) e uma vitória (3-1), o União da Madeira,
com uma derrota (2-1) e uma goleada (5-0), o Vitória encontrou, nas meias-finais, o quarto classificado, o Belenenses, perdendo o primeiro jogo por 2-0.
Mas na semana seguinte, em Guimarães, em jogo disputado no lotadíssimo Campo da Amorosa, o Vitoria SC vence o CF Belenenses por 3-1. Haveria pois necessidade de realizar um terceiro jogo em campo neutro, Coimbra, a meio da semana. Num jogo impróprio para cardíacos. O Vitoria perdia por 0-1 a seis minutos do fim, mas nos instantes finais marcou três golos, carimbando dessa forma o passaporte para a final da competição. Inimaginável festa acompanhou os adeptos e a
equipa na viagem de regresso à cidade berço.

No Estádio do Jamor, o Vitória encontrou o Sporting, que venceu por 4-0, com golos de Figueiredo (2), Lúcio e Mascarenhas, acabando por conquistar a Taça de Portugal.

 

 

1976

A final da Taça de Portugal da temporada de 1975/76 foi disputada entre o Vitoria SC e o Boavista FC, nas Antas, depois de as equipas nortenhas terem eliminado, respetivamente, o Porto e o Benfica. A final desta competição, convencionada como a “festa do futebol”, esteve rodeada por inúmeros casos, conflitos e polémicas.

De Guimarães viajaram, bem cedo, milhares de adeptos do Vitória ostentando as bandeiras com o símbolo de D. Afonso
Henriques bem desfraldadas, em excursões de autocarro organizadas ou em automóveis particulares que entupiram, literalmente, todas as estradas nacionais que ligavam a cidade berço à cidade invicta.

O Boavista acabou por vencer o jogo por 2-1, com os golos axadrezados a ser apontados por Salvador e o tento vitoriano por Rui Lopes.

Na ressaca da partida, os responsáveis vitorianos queixaram-se fortemente às instâncias próprias da arbitragem de António Garrido. A imprensa condenou unanimemente a arbitragem. Apesar de todas as queixas vimaranenses, o árbitro António Garrido não foi castigado pelas entidades que superintendiam o futebol, acabando mesmo por receber a distinção de melhor árbitro nacional, naquela temporada de 1975/76.

O jogo não devia ter sido no Estádio das Antas. Para além disso, tinham incendiado o carro ao Garrido, em Guimarães. Automaticamente, havia um certo ódio, provavelmente, às gentes vimaranenses. Se entra outra equipa de arbitragem, o jogo seria outro. Carregamos em cima do Boavista, mas falhámos muitos golos. O certo é que perdemos uma taça que podíamos ter trazido para Guimarães. Foi um ambiente de grande festa, com muita gente de Guimarães. O autocarro do Vitória, no final da partida, foi acompanhado com uma comitiva desde Moreira de Cónegos, com vários carros a apitar. Parecia que tínhamos ganho a Taça de Portugal. A massa associativa viu que nós carregámos sobre eles e fomos prejudicados. Éramos uns dignos vencedores. A direção do Vitória não devia ter permitido que o jogo se realizasse no Porto, pois as finais são para ser disputadas no Estádio do Jamor. Ficámos tristes por não entregar a Taça ao presidente e aos adeptos. Nós estávamos a pensar em dar uma alegria à massa associativa.

1988

O resultado da primeira final contra o Porto permaneceu em aberto até ao apito final de Vítor Correia, mas o remate forte de Jaime Magalhães fora do alcance de Jesus, após desmarcação de Jaime Pacheco, quando o cronómetro assinalava o minuto 82, bastou para os “dragões” juntarem a Taça de Portugal ao campeonato e negarem uma conquista inédita ao emblema da cidade-berço.


O Vitória regressou ao Estádio Nacional 25 anos depois da primeira presença, após uma época em trajetória descendente, concluída no 14.º lugar, com 33 pontos, os mesmos dos despromovidos O Elvas e Académica. Após o triunfo sobre o Portimonense no jogo das meias-finais por 2-1, com prolongamento, a 10 de junho, o Vitória surgiu no Jamor, a 19, com cinco a seis mil adeptos na bancada e até dominou a primeira parte, com mais lances junto à baliza de Mlynarczyk, protagonizados por N’Kama e Adão, mas, na etapa complementar, a equipa orientada por José Alberto Torres cedeu o domínio ao FC Porto, que, depois de uma primeira ameaça de Rui Barros, garantiu a vitória já nos dez minutos finais.

Apesar do desaire, a final abriu caminho para o primeiro título oficial da história do Vitória, a Supertaça, conquistada no início da época 1988/89 perante os “azuis e brancos”, e assegurou uma presença inédita na já extinta Taça dos Vencedores das Taças, prova na qual cairia logo na primeira ronda, frente aos holandeses do Roda.


Foi um ano com muita dificuldade, com várias trocas de treinadores. O final da Taça foi o mínimo que podíamos dar à massa associativa. Tivemos uma prestação muito aceitável, pois o Porto tinha equipas muito fortes. Não conseguimos dar aquilo que gostaríamos, a Taça, mas o possível dentro das circunstâncias. A bancada estava completamente cheia, com muitos entusiastas. Nunca mais me esqueço. 

1976

“O último a sair fecha a porta”, podia ler-se numa tarja colocada num viaduto à saída de Guimarães, anunciando uma “invasão” de vimaranenses ao Estádio Nacional e à mata que o circunda, onde teve lugar. A equipa vitoriana preparava-se para o quinto assalto à Taça de Portugal, novamente com o Porto, que repetindo a final de 1988, tinha vencido o Campeonato e a Liga Europa.

A equipa da cidade-berço entrou praticamente a perder, com o golo de James Rodrigues, logo ao segundo minuto, dando o mote para uma primeira parte com muitos golos. Os vimaranenses responderam através de um auto-golo de Álvaro Pereira, aos 20, pouco antes de Varela, restabelecer a vantagem do Porto. Os vitorianos voltaram a empatar aos 23, por Edgar, ele que viria a desperdiçar uma grande penalidade no final da primeira parte. A equipa da cidade invicta conseguiu marcar mais três golos antes do final do primeiro tempo, por Rolando, Hulk e James. Na segunda parte, aos 73 minutos, o colombiano fez o “hat-trick” e fechou as contas.

O Vitória regressou ao Minho com a desilusão de ter perdido pela quinta vez a final da competição, num jogo em que os adeptos ficaram com um sabor amargo de quem sentiu que a taça esteve ao alcance, mas por infortúnio e alguma desconcentração, voltou a cair para fora das muralhas.

A equipa estava bem preparada. O Vitória esteve em estágio quase uma semana antes da final. Olhando para o dia de hoje, se calhar, pelo facto de nos concentrarmos cedo demais, estar aqueles dias todos fechados, não sei se faz sentido. Jogar uma final da Taça de Portugal é uma pressão muito grande e, talvez, terá sido prejudicial esse fator. Foram outros tempos. O Vitória já não ia há muito tempo a uma final. O “staff” estava consciente da importância de chegar a uma final e motivado, mas as coisas acabaram por não correr de feição. O Porto na altura era uma excelente equipa, recheada de valores muito acima da média, que saíram por muitos melhores. O momento decisivo foi quando o Edgar falhou a grande penalidade que daria o 3-4 e acabámos por sofrer num contra-ataque o 2-5. Mas volto a frisar que a equipa e os adeptos tinham tudo preparado para conseguirmos levarmos de vencida aquela final. Criou-se uma expectativa muito grande, com cada jogador a projetar a final na sua cabeça. Não conseguir o objetivo é uma frustração enorme. Para mim foi, sem sombra de dúvida, dos piores dias da minha carreira. Foi uma desolação. Muitos adeptos presentes nunca tinham visto uma final.

2013

Depois de cinco finais perdidas, o Vitória conseguiu finalmente vencer a Taça de Portugal, graças a uma reviravolta entre os minutos 79 e 81. Este foi o segundo troféu profissional da história do clube de Guimarães, em quase 95 anos de história, depois da Supertaça de 1988.

Tal como em 2011, milhares de vimaranenses pegaram no merendeiro e viajaram até ao Jamor, para a final da 73ª edição da Taça de Portugal. A topo Sul encheu-se de branco para assistir à partida muito antes do seu início, para surpresa dos jogadores, que tiravam fotos à bancada. Sim, neste dia o espetáculo começou nas bancadas.

Nesta final inédita da Taça de Portugal, o Benfica até chegou ao intervalo a vencer, graças a um golo caricato de Gaitán: após o Vitória ter desperdiçado uma oportunidade de golo flagrante, Kanu, na tentativa de afastar o perigo da sua grande área, rematou contra Gaitán e a bola acabou no fundo das redes, aos 30 minutos. Mas no segundo tempo o Vitória voltou a deixar Jorge Jesus em lágrimas. Soudani, aos 79, aproveitou um passe de Crivellaro e empatou a final. Dois minutos depois, Ricardo rematou de longe e a bola bateu em Luisão, entrando lentamente na baliza de Artur, fechando as contas do marcador.

A festa alastrou-se para as bancadas e prolongou-se noite dentro, em Guimarães, no largo do Toural, com milhares de vitorianos a receberem o autocarro da equipa que transportava os jogadores, dirigentes e, claro, o tão ambicionado “caneco”. À sexta tentativa, o Vitória conquistou a Taça de Portugal – a “prova rainha” do país.

As finais tem caraterísticas especiais. Defrontámos uma grande equipa, mas acabou por cair para o nosso lado. A experiência de uma primeira final fez-nos corrigir alguns aspetos e ficar mais preparados para aquilo que é um jogo daquela dimensão. Os adeptos sempre nos acompanharam e estiveram connosco. Não estávamos à espera de outra coisa. Uma sensação indescritível (ao olhar para a bancada). É algo que todos nós nunca iremos esquecer. Nestes momentos, há sempre imagens que ficam guardadas na memória, não só dos jogadores, mas também de todos os intervenientes do futebol. 

Levantar a taça foi uma realização pessoal e um realizar do sonho de uma cidade e não só. O Vitória é um clube com uma representatividade a nível nacional incrível. Era o sonho de todos ganhar algo que, com mais de 90 anos de história, nunca tínhamos conseguido. Na altura, tive logo a sensação que iriamos conseguir e repetir, com certeza. Um clube como o Vitória merece mais momentos como aquele. 

Chegar a Guimarães por volta das três da manhã e ver a praça completamente cheia é algo indiscritível. Todos nós nunca iremos esquecer, independentemente de jogarmos em clubes com maior dimensão, porque sensações como aquelas só as podemos viver no Vitória.

2017

O Vitória vai regressar ao Jamor depois de uma época em que, até à data, tem conjugado uma boa prestação no campeonato, com o atual quarto lugar, e o percurso bem sucedido na “prova rainha”, na qual ultrapassou Santa Iria, Boavista, Vilafranquense, Sporting da Covilhã e Desportivo de Chaves, numa meia-final emocionante até ao último minuto, marcado pela defesa de Douglas a uma grande penalidade que daria a final aos flavienses.

O adversário de 28 de maio é o mesmo da última ocasião. O Benfica é, neste momento, a equipa mais bem colocada para alcançar o título que lhe pode valer um inédito tetracampeonato e, nesta época, já bateu a equipa de Pedro Martins por duas vezes, ambas em Guimarães, por 2-0. O histórico recente dos confrontos entre os dois emblemas na Taça é, porém, claramente favorável à turma da cidade-berço: além da final, em 2013, o Vitória derrotou as “águias” nos dois jogos anteriores, sempre por 1-0, quer em 2005/06, com um golo de Dário, quer em 2009/10, com um tento de Gustavo Lazaretti.

O Presidente do Vitória, Júlio Mendes, revela a ambição de voltar a conquistar a Taça de Portugal, naquela que vai ser a segunda presença enquanto responsável máximo do clube.

Como explica duas presenças na final da Taça de Portugal, em cinco anos ao leme do clube?

É uma pergunta difícil. Explica-se por um conjunto muito grande de pessoas que trabalham para esse objetivo de uma forma apaixonada e séria. Eu sou o rosto visível do projeto e, no fundo, cabe-me a mim coordenar e traçar aquelas que são diretivas mais importantes. E, como refiro, só é possível porque há um conjunto muito grande de pessoas, umas mais profissionalizadas, outras “pró bono”, para elevar o patamar do clube a um patamar de excelência e colocá-lo no lugar que merece.

Sente-se orgulhoso por ter sido o primeiro Presidente a conquistar a Taça de Portugal?

Sim, claro. Julgo que é um sentimento normal. É a primeira Taça. O clube nunca tinha conseguido um título destes. Portanto, é natural que me sinta orgulhoso, mas, essencialmente, sinto uma satisfação muito grande por ter sido eu a ter a sorte de ter proporcionado a dezenas de milhares de vitorianos, vimaranenses e simpatizantes que estão espalhados por todo o mundo.

O clube está a entrar numa “nova era” nas competições nacionais?

Isso era ver as coisas de uma perspetiva simplista. A equação tem variáveis complexas que estão constantemente a transformar-se, de ano para ano, de época para época, forças que entram e outras que saem, jogadores que entram e outros que saem. Portanto, é necessário todas as épocas repensar toda a estratégia. Se me perguntar se estamos a dar passos firmes para ter uma estrutura cada vez mais inteligente, cada vez mais profissional e cada vez mais experiente, isso estamos e torna-nos mais fortes.

Quando disse que esta época tinha o plantel “mais forte da história”, estava consciente disso ou foi uma forma de motivação?

Nos momentos que temos de comunicar, temos que fazer sempre um misto de enviar a mensagem e de provocar o impacto que queremos para depois ser mais fácil conduzir o destino das instituições. De facto, essa ideia que fiz passar tinha um duplo sentido: criar a confiança necessária, depois de alguns anos de discurso de vida difícil, e nós, mas também os sócios precisávamos, de um discurso de otimismo; também por convicção, porque o plantel que tinha sido construído por mim e por aqueles que comigo colaboram tinha potencial. Quando fiz essa declaração estava absolutamente convencido que estava a falar a verdade às pessoas.

É um plantel que pode trazer a segunda Taça do Jamor?

Uma final é sempre um jogo especial, com um grau de incerteza enorme, e, por isso, tem tanta emotividade à sua volta. O Vitória é um clube especial, com uma massa de adepta que acompanha e faz de uma forma absolutamente singular o clube ser uma realidade especial no panorama nacional. Estou convencido que, desse ponto de vista, estaremos mais forte no Jamor, porque contamos com os nossos sócios, eu conto com eles, e sei do que eles são capazes, que são especiais, que adoram o clube, que sentem, que vivem e que choram. Num contexto especial, como uma final, tudo é possível, a incerteza vai estar até ao último minuto e não vai ser fácil para nenhuma das equipas. Mas vamos, e eu pessoalmente vou, com todo o otimismo que fui na outra final, com uma fé inabalável que vamos discutir a vitória e tenho a certeza que a equipa vai deixar a “pele em campo” para trazer a taça.

Os adeptos a continuam a conseguir surpreendê-lo?

Os adeptos do Vitória surpreendem-me todos os dias. Sempre que lançamos um desafio, eles são capazes de fazer, ultrapassar e superar. Temos tido manifestações no nosso estádio, no D. Afonso Henriques, nunca antes vistas. É sequência também de um trabalho dos responsáveis, que fazem-no de forma pensada com estratégia, mas, de outro lado, é preciso ter sócios excecionais e especiais, que são os melhores do mundo e capazes de interpretar as nossas ideias, de sentir aqueles que são os nossos “in put’s” e de transformar o Afonso Henriques num espetáculo fora daquilo que se tem visto no panorama desportivo nacional.

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