TALASNAL

Mergulho na Magia da Lousã

As Aldeias de Xisto distribuídas pela Região Centro do país são um erário de inestimável valor cultural, histórico, natural e testemunho vivo de tradições ímpares. Consulte o mapa e rabisque o roteiro, partindo do Talasnal.

Com as férias no horizonte, aviva-se o espírito da descoberta, aventura e repouso revigorante. Se ainda não conhece as Aldeias do Xisto, esta é uma ótima ocasião para se embrenhar por este mundo encantado que muito tem para o surpreender. São vinte e sete as aldeias que se distribuem por cinco áreas distintas. É na Serra da Lousã que podemos encontrar o maior aglomerado, com a aldeia do Talasnal a abrilhantar todo este conjunto.

De acordo com os dias que destinar à viagem, elabore um itinerário cuidado; pode visitar várias aldeias, nomeadamente as da Serra do Açor, do Zêzere ou Tejo-Ocreza.

Dedique dois dias ao Talasnal, onde poderá alojar-se em diferentes casas rurais. Espera-o um local luminoso que o surpreenderá não só pela sua dimensão, mas pelo modo cuidado e detalhado com que têm sido reabilitadas as sua casas. Vai perder-se por quelhas estreitas e pitorescas, e quererá espreitar todos os recantos que o olhar alcança.

Se pretende almoçar no afamado restaurante Ti Lena, faça reserva prévia para evitar desilusões. Neste espaço que presta homenagem à última habitante da aldeia, a entrada faz-se pela cozinha, e a ala destinada às refeições está decorada tradicionalmente, de um modo que o fará sentir-se peculiarmente aconchegado. Parece uma casinha saída de um conto infantil. Também pode almoçar na esplanada que convida a sentar e saborear a panorâmica serrana. Das iguarias confecionadas com a mestria de outrora, o cabrito assado em forno a lenha com castanhas e batatas, a chanfana e a mouse de morangos com suspiros merecem a prova.

Informe-se sobre as diversas atividades que pode praticar ou dedique-se ao ócio, e desfrute dos encantos e da paz de tão belo local. Visite os bares e as casas de artesanato regional.

 

Na manhã seguinte acorde cedo. Carregue uma pequena mochila com água, chapéu, protetor solar, toalha e fato para ir a banhos. Não se esqueça do calçado confortável e, por precaução, bastão de marcha. Caminhe pelo trilho pedonal com as indicações para o Castelo, que avistará em baixo, espreitando entre a vegetação. Deverá ter atenção a alguns pontos do percurso, mais íngremes ou escorregadios e que implicam cuidados redobrados. Passará por uma central hidroelétrica e avistará uma pequena ermida (não abrangida pelo trilho).

Numa espécie de vale encantado, levanta-se imponente o Castelo da Lousã – também conhecido por Castelo de Arouce. Pertence a uma das primeiras linhas defensivas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, na segunda metade do século XI, e traz na alma a lenda da princesa Peralta.

É de grande beleza a Ermida de Nossa Senhora da Piedade, um importante Santuário Mariano, composto por três capelas. A imagem de Nossa Senhora da Piedade encontra-se na capelinha do topo, cujas paredes alvas contrastam com a verdura em redor. É graciosa a perspetiva que daqui alcançará.

Próximo do complexo religioso e sobranceiro às piscinas fluviais, o Burgo oferece deliciosos pratos de comida regional, que poderá degustar na companhia da paisagem que espreita pelas janelas. Durante a tarde, passeie pelo complexo ou mergulhe nas águas frescas de um cenário convidativo.

Não se esqueça do relógio; inicie, atempadamente, a ascensão que o trará de volta ao Talasnal. A exigência do trilho é moderada/elevada, mas a envolvência é surpreendente. Após a passagem da densa manta florestal, a aldeia surge dourada pelo sol da tarde, com a Serra do Açor ao fundo. Demorar-se-á a observar esta moldura de encanto singelo.

Carregue a bagagem e faça-se à estrada; a próxima aldeia aguarda-o.

 

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