TOMARAM POSSE OS ELEITOS PARA OS ÓRGÃO AUTÁRQUICOS

Os eleitos nas últimas autárquicas, realizadas no passado dia 01 de outubro, para a Assembleia Municipal e para a Câmara Municipal de Guimarães, tomaram posse, hoje, durante a manhã, no grande auditório do Centro Cultural Vila Flor.

Uma entrada um pouco atribulada com os convidados a serem surpreendidos por terem que levantar um ingresso para poderem aceder ao auditório, fez com que a cerimónia acabasse por começar com algum atraso.

Os Jovens Cantores de Guimarães abriram a cerimónia cantando hino de Guimarães, escutado de pé pelo auditório quase cheio.

António Magalhães foi protagonista de um discurso emotivo. O antigo presidente de Câmara, entre 1989 e 2013, e presidente cessante da Assembleia Municipal, lembrou os presentes que, aquela era “a última vez que me dirijo a voz como titular de um órgão público”. Recordou a carreira de serviço público e afirmou-se “recompensado pelo que conseguimos para Guimarães”. Teve uma palavra para os funcionários, para os que com ele fizeram parte de executivos, mas também, para “aqueles que na oposição nos obrigaram a fazer melhor sempre”. Expressou votos de sucesso a todos os eleitos, com “uma palavra especial a Domingos Bragança, para lhe dar força para cumprir o que foi sufragado”. Terminou com um voto de gratidão: “a esta terra que me acolheu e que hoje e sempre será a minha terra”. A sala correspondeu com uma forte ovação em pé.

Juntos Domingos Bragança e António Magalhães representam mais de 30 anos de poder socialista em Guimarães

Seguiu-se a chamada dos novos autarcas, pela ordem em que foram eleitos, para a assinatura da ata. Primeiro os deputados à Assembleia Municipal, depois o executivo camarário.

Domingos Bragança dirigiu-se aos presentes começando por louvar a campanha eleitoral, em que, “houve debate de ideias, apresentação de propostas e informação disponível para todos”. No entender do presidente, agora reeleito, “cumpriu-se a democracia”. Domingos Bragança assume, como primeiro compromisso, governar “para todos, por todos, por Guimarães”.

O presidente teve, logo no início do seu discurso, uma palavra para as freguesias: “só há um concelho”. Prometendo que freguesias, instituições ou cidadãos não serão discriminados por afinidades partidárias.

Tal como já tinha acontecido na noite eleitoral foi dimensão social a primeira a ser abordada, aqui relacionada com o território. Falou da mobilidade e voltou ao tema dos transportes elétricos e das ecovias. A melhoria dos acessos à cidade, particularizando na via de acesso ao Avepark e na requalificação da EN 105. Fez referência à criação do Gabinete da Juventude que se vai ocupar de questões relacionadas com: habitação, emprego e associativismo. Voltou a falar da Incubadora de Base Social, que já tinha dito que era um projeto que lhe era particularmente querido.

Ao nível da educação, Domingos Bragança desfiou as requalificações que já estavam anunciadas no programa do PS. Anunciou também a construção de novos equipamentos culturais, entre os quais: a Escola de Música e Artes Performativas (Teatro Jordão), Escola Hotel (Quinta do Costeado)… O presidente promete “reforçar o estatuto de Guimarães como cidade Capital Europeia da Cultura”.

Para as empresas o presidente anuncia um mandato com políticas de envolvimento dos empresários, “apostando na transferência de conhecimento” da universidade para as empresas. Anunciou a ampliação do Parque Industrial de Ponte e do Avepark e a requalificação dos de Selho São Lourenço/Penselo, Fafião e São Torcato e a criação de um novo parque industrial e Moreira de Cónegos. Domingos Bragança comprometeu-se também coma criação de uma incubadora de base industrial, nas antigas instalações da Fábrica do Alto, em Pevidém.

A dimensão ambiental fechou o discurso do presidente, fazendo uma ponte com todas as outras áreas. Com o social, pela promessa de equipar os edifícios de habitação social com painéis solares para produção de energia para as áreas comuns e para aquecimento de água. Relacionando também com a atividade física, falando da requalificação de parques verdes. “O ambiente é transversal a todas as áreas de intervenção e a todos os cidadãos”, sintetizou o próprio Domingos Bragança. “Em todas as decisões que tomar, em todos os investimentos, em todas as posturas, decidir a favor do ambiente, da sua preservação e sustentabilidade”, foi o compromisso assumido por Domingos Bragança. Terminou pedindo a todos os Vimaranenses que “se mobilizem para este novo desafio” que é a Capital Verde Europeia.

A cerimónia terminou com os Jovens Cantores de Guimarães, desta vez interpretando o hino nacional.

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