TRINTA ANOS A DAR PALCO AO TEATRO

Entre os dias 1 e 10 de junho, os Festivais Gil Vicente regressam à cidade de Guimarães. Trata-se da 30ª edição consecutiva destes festivais, com um cartaz que privilegia a criação nacional.

Um momento do ensaio da peça Geoside que abre o festival

Os Festivais Gil Vicente realizam-se desde 1987 sem interrupção, são atualmente o principal festival de teatro da cidade berço. Desde a sua criação os Festivais Gil Vicente passaram por vários e diferentes momentos, atualmente assumem-se “como um palco privilegiado para apresentação da mais recente produção teatral nacional.”

Em 2017 há seis peças que se distribuem pelos palcos da cidade, três dessas peças são estreias Os Festivais Gil Vicente assumem, nesta 30ª edição, o objetivo de seguir o percurso de artistas nascidos ou criados no concelho de Guimarães. Novidade este ano é a aparição do Gangue de Guimarães, além de Teatro de Praga, João Sousa Cardoso, Jacinto Lucas Pires e Teatro Oficina.

José Nunes dá o mote para o resto da peça com um monólogo inicial

Os Festivais Gil Vicente abrem no primeiro dia do mês de junho com a estreia de “Geocide”, De Cátia Pinheiro e José Nunes no Pequeno Auditório do CCVF. No dia 2, no Grande Auditório do CCVF, o Teatro de Praga apresenta “Despertar a primavera, uma tragédia de juventude,” uma peça de Frank Wedekind. João Sousa Cardoso, aborda a obra de Raul Brandão, com “Os Pescadores”. Jacinto Lucas Pires traz aos Festivais Gil Vicente “Henrique IV PARTE 3”, no dia 8 de junho. O Espaço Oficina estreia no festival a peça “Ela diz”, do Teatro da Garagem. Ao Teatro Oficina cabe a responsabilidade de encerar os Festivais Gil Vicente, com dois dias de espetáculo na Casa da Memória, em que vai apresentar “Álbum de Família”.

A programação paralela ao festival será este ano entregue na sua totalidade ao Teatro Oficina. Os quase cinquenta membros da primeira chamada do Gangue de Guimarães irão ser apresentados ao público em residência artística no Centro Cultural de Candoso, em ensaios e num debate aberto.

José Nunes e Cátia Pinheiro abriram o ensaio e falaram sobre a peça “Geoside”. “Estamos de algum modo a destruir o mundo em que vivemos e queríamos falar sobre isso sem sermos panfletários ou políticos”, afirma José Nunes, encenador e intérprete nesta peça. Há qualquer coisa de Orwell, assumida por Cátia Pinheiro, mas também de Kubrick, principalmente quando ouvimos a voz off a dar ordens aos personagens, ou a informação (data) que vai passando no monitor. Os dois criadores reconhecem o elevado experimentalismo e reconhecem que “felizmente temos programadores como Rui Torrinha, capazes de correr riscos”.

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