TROCA DE NOME DO PARQUE DAS HORTAS CAUSA DISCÓRDIA

Em outubro de 2016, na inauguração do busto da República, mandado executar pela Associação Artística Vimaranense o presidente da Câmara, Domingos Bragança, comprometeu-se a colmatar a falta de uma alusão à República na toponímia da cidade.

A ASMAV promoveu uma homenagem no dia 5 outubro junto ao busto da República

Este compromisso não foi esquecido pelo presidente que, nas comemorações do 25 de abril deste ano, o viria a reafirmar. Na altura o busto da República, inicialmente previsto para a rua Gil Vicente, foi colocado e reinaugurado, numa zona ajardinada em frente ao Parque das Hortas, junto às instalações da Vimágua. O presidente da autarquia salientou na altura alguns entraves burocráticos, mas reafirmou que brevemente o espaço em frente à estátua, “que hoje conhecemos como Parque da Hortas passará a ser nomeado largo da República”.

A mudança de nome foi aprovada em reunião de Câmara, que é quem tem a competência da toponímia, embora no local ainda não tenha sido efetivada com a mudança das referências escritas. Entretanto a Assembleia de Freguesia aprovou uma deliberação contra a mudança de nome do local. No entendimento do presidente reeleito, Rui Porfírio, “aquele local não se chama hortas por acaso, aquilo eram hortas”. No entender do presidente da Junta essa ligação a um passado mais distante deve ser preservada. Rui Porfírio falava durante as comemorações da implantação da República, no passado dia 05 de outubro, junto ao local. “Aquele edifício é o Palácio das Hortas e isso não é por acaso”, dizia o presidente apontando para o casarão do outro lado da rua. Para o presidente da Junta a solução passa por nomear a rua, que entretanto foi construída, e que liga a EN 102 à rua Rei do Pegu, como “rua da República”.

Francisco Teixeira, presidente da ASMAV é muito crítico relativamente a esta posição da Assembleia de Freguesia e aproveitou a ocasião, em que foi colocada uma coroa de flores junto ao busto, para expressar a sua opinião. “Há forças conservadoras e até reacionárias que pretendem impedir que este espaço se venha a chamar praça da República”, disse aquele que foi um dos principais impulsionadores desta homenagem vimaranense à República Portuguesa. Para Francisco Teixeira a manutenção de um nome ligado a um passado rural e uma negação do progresso que a República veio trazer e, por isso, não faz sentido.

Curiosamente no Google Maps, neste momento, é possível encontrar os dois nomes. O local onde está a estátua aparece nomeado como praça da República e o outro lado continua a ser referenciado como Parque da Hortas.

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